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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Interesse por skincare no Brasil é maior desde o início da pandemia de Covid-19

Os consumidores brasileiros estão mais interessados em skincare desde o início da pandemia de Covid-19. É o que revela um levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) sobre os cinco primeiros meses de 2020. Categorias como máscaras faciais e produtos antissinais tiveram crescimento expressivo, com destaque para vendas em farmácias e no comércio eletrônico.

Comparando com o mesmo período do ano passado, os cosméticos antissinais apresentaram alta de 13,4%. Produtos para a região dos olhos cresceram 16,9%. Já as mascaram faciais registraram aumento de 27,2% em valores de vendas (ex-factory). “Com o isolamento social, muitas pessoas encontraram no autocuidado um alívio para a mente”, afirma a dermatologista Kate Koetz.

Andrea Bó, diretora de marketing da Nivea

Andrea Bó, diretora de marketing da Nivea

Andrea Bó, diretora de marketing da Nivea concorda com a médica. “Nunca se falou tanto em autocuidado. É uma maneira de passar por esse momento de forma mais leve”, diz. “No início da pandemia, priorizou-se itens de higiene pessoal, como sabonetes. Mas, com o entendimento de que a situação iria durar um certo tempo, os consumidores começaram a ter preocupações relacionadas também ao bem-estar e autoestima. Percebemos assim a retomada de categorias de skincare, entendidas e consumidas como formas de carinho e conforto”, ela acrescenta.

A sequência dos tratamentos faciais também foi um ponto importante para as vendas neste período. “Mulheres que já incorporaram o cuidado com a pele no seu dia-a-dia, seguiram com esse hábito mesmo durante a pandemia. Cremes para o rosto são produtos usados continuamente para obtenção de resultados a longo prazo”, aponta Luiza Brittes. Ela é gerente de comportamento do consumidor do Genomma Lab, grupo que engloba marcas como a Cicatricure que, mesmo no auge da crise da Covid-19, lançou uma linha premium de cuidados para peles maduras, a Gold Lift. “O momento é de incerteza, sem dúvidas. Porém, nossas expectativas para o lançamento permanecem otimistas em função do crescimento da categoria”.

Sobre o impacto econômico provocado pela pandemia, Brittes menciona que as consumidoras não querem deixar de se cuidar, mas estão buscando alternativas que caibam no bolso. “Teatrical, outra marca de skincare do Genomma Lab, oferece uma linha de produtos com tecnologia inovadora a preços acessíveis”, diz.

Citando um levantamento da Kantar, a diretora da Nivea afirma que, 77% dos entrevistados agora prestam mais atenção aos preços no momento da compra. “Os consumidores estão ensaiando mudanças de hábitos e preferências, com compras mais planejadas”. Para ela, com os cremes nutritivo, antissinais e noturno, a linha facial da Nivea mostra que é possível ter bons resultados com preços condizentes com a atual realidade econômica do país.

Bernardo Abrantes, diretor de marketing do Genomma Lab, levanta ainda mais um fator que favoreceu o crescimento da categoria de skincare: os canais de venda. “A maioria destes produtos é vendida em farmácias, que continuaram abertas com o início do isolamento social”. De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), suas redes associadas movimentaram R$ 27,45 bilhões no primeiro semestre de 2020, um aumento de 7,74% sobre o acumulado de janeiro a junho do ano passado.

Outro canal que fez a diferença neste período foi o e-commerce. Uma pesquisa realizada pela agência especializada em omnichannel Corebiz aponta que, entre março e junho, as vendas eletrônicas de cosméticos registram alta de 68% em receita no Brasil, em comparação com o mesmo período de 2019. Os produtos para pele se destacaram, com crescimento de 128%. “Com a crise, o varejo que ainda não tinha um e-commerce bem estruturado precisou rever seu modelo de negócio para atender à nova demanda de consumidores preocupados em se cuidar, mas com receio de se expor ao vírus”, finaliza Abrantes.

Renata Martins

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