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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Para setor de HPPC, o pior da crise passou e 2020 deve fechar com alta de 1,1%

Impulsionado pela explosão da venda de produtos de prevenção ao coronavírus, como álcool em gel e sabonete, o setor cresceu 0,6% entre janeiro e maio.

João Carlos Basílio, presidente executivo da ABIHPEC

João Carlos Basílio, presidente executivo da ABIHPEC

Para empresários do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, os meses mais críticos da crise da Covid-19 no Brasil já ficaram para trás. É o que revela João Carlos Basilio, presidente executivo da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), que divulgou os números registrados pelo segmento entre janeiro e maio deste ano.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 0,6% em faturamento e 2,8% em volume. Apesar de modesto, o crescimento é comemorado. “O nosso setor ter ficado ‘no azul’ foi muito positivo”, afirma Basilio. “Grande parte deste resultado é reflexo do aumento expressivo na procura por produtos da chamada ‘cesta COVID-19 de consumo’. Abrangendo itens como o álcool em gel e sabonetes líquido e em barra, esse grupo acumulou crescimento de 21% em valor de vendas (ex-factory) nos cinco primeiros meses do ano”, justifica.

Higienização das mãos

O álcool em gel foi a categoria que mais cresceu. Com a falta do produto no mercado, muitas empresas de cosméticos agiram rápido e passaram a fabricá-lo. Outras, que já tinham o item em seu portfólio, intensificaram sua produção, resultando em mais de 6,3 mil toneladas vendidas. No mesmo período de 2019, o número foi de 200 toneladas, representando uma alta de 3127% (volume/ton).

Também importante na higienização das mãos, o sabonete líquido teve 18,9% de aumento em vendas (ex-factory). “O brasileiro é um público preocupado com higiene e cuidados pessoais e, com a pandemia, percebemos mudanças de hábitos e no foco de compras em diversos segmentos do setor”, diz Basilio. Xampus e condicionadores, por exemplo, tiveram 2,9% e 9,2% de crescimento em valor de vendas (ex-factory), respectivamente. “Isso nos faz acreditar que o consumidor, provavelmente, está tomando mais banhos e lavando os cabelos com mais frequência”, pontua o executivo.

Redução de preços

A categoria de skincare também foi destaque nos cinco primeiros meses do ano, especialmente para peles adultas. Cosméticos antirrugas, anti-idade e antissinais apresentaram alta de 13,4%. E mesmo com isolamento social e o uso de máscaras de proteção, os batons também tiveram aumento no período: 12% em volume. “Acreditamos que o uso pode ter ganho certo destaque no momento atual, por que as pessoas se arrumam, mesma estando em casa, para participar de lives, happy hours virtuais e até mesmo reuniões de trabalho”, cita Basilio.

Para ele, além da mudança comportamental, os números favoráveis também podem ser consequência de uma redução de preços pelos fabricantes de cosméticos ao longo dos últimos meses. “Isso demonstra uma ágil reação do setor em oferecer produtos a um custo menor, ajustando a oferta à realidade que estamos vivendo. Dessa forma, são criadas oportunidades para que o brasileiro não precise abrir mão de seguir consumindo tais produtos”.

Basilio informa que o setor de HPPC projeta crescimento de 1,1% para o ano de 2020.Temos muita cautela para falar de recuperação. O ritmo provavelmente será mais contido, uma vez que o cenário econômico segue ainda bastante desafiador”, diz.

Mas, segundo o presidente executivo da ABIHPEC, o empresariado se mostrou animado com os resultados no mês seguinte ao balanço divulgado. “Para muitos, junho foi bastante positivo, com uma retomada da demanda, aparentemente dando continuidade ao processo de reação do setor já observado nos números de maio”, finaliza.

Renata Martins

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