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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

“O consumidor quer ser reconhecido como indivíduo, não parte integrante de um grupo”, afirma Cesar Tsukuda, da Beauty Fair

Diretor da maior feira de beleza das Américas aponta a personalização da jornada de compras e novas tecnologias como pilares para o futuro do varejo de cosméticos no Brasil.

Apesar da internet ser a principal fonte de descoberta de novos produtos de beleza, a maioria dos consumidores ainda prefere comprá-los presencialmente, em ambientes off-line. Foi o que constatou uma pesquisa recente da plataforma de mídia Teads. De acordo com o estudo, as lojas de departamentos são as preferidas por 65% das pessoas entrevistadas, quase empatadas com as redes varejistas (64%).

Cesar Tsukuda, diretor geral da Beauty Fair

Cesar Tsukuda, diretor geral da Beauty Fair

O varejo de beleza tem papel fundamental no mercado de cosméticos no Brasil. “Ele está entre os mais competitivos, fortes e criativos do mundo. É atento às tendências, se inspira em modelos internacionais de sucesso e adapta ao gosto do consumidor brasileiro”, afirma Cesar Tsukuda, diretor geral da Beauty Fair.

A maior feira de beleza das Américas realizou em fevereiro um evento para discutir o futuro do varejo de cosméticos no Brasil. “A loja física não vai morrer, mas passa a ser uma das etapas complementares de consumo das pessoas. Para manter a loja física relevante e atraente é preciso agregar produtos de qualidade a experiências inovadoras”, diz Tsukuda.

Ele aponta a personalização da jornada de compra como um dos principais fatores para a evolução dos negócios de beleza. “O consumidor quer ser reconhecido como indivíduo, não parte integrante de um grupo. O lojista não pode mais oferecer a mesma promoção de xampu para todo o seu mailing. O cliente quer receber a promoção e as novidades da marca que gosta para o seu tipo correto de cabelo”, explica. Para personalizar a experiência de compras, a coleta de dados é essencial e, de acordo com diretor da Beauty Fair, mesmo lojas que recebem grandes volumes de clientes podem fazer o levantamento de dados pessoais e preferências do consumidor.

A personalização chegando ao nível do indivíduo é o ideal que todos procuram. No Brasil, vemos aqueles programas de fidelidade comuns em drogarias e supermercados que se baseiam no CPF e histórico de compras para montarem uma lista de ofertas e campanhas para cada cliente. Isso é ainda muito tímido, mas os caminhos estão sendo traçados”, afirma Celso de Moraes, CEO da rede de lojas multimarcas Mundo do Cabeleireiro.

Para Tsukuda, o empresário que quiser se destacar no mercado precisa criar um ecossistema para criar soluções completas para o cliente. Seguindo o mesmo pensamento, Moraes cita exemplos internacionais de sucesso. “Esta já é uma realidade para grandes companhias, como a Amazon e Alibaba. Elas estão investindo em várias empresas, de diversos segmentos, como logística, para a entrega dos produtos que vendem, e bancos, para financiarem o consumidor ou varejista. Elas têm seus próprios meios de pagamento e ainda estão presentes nas áreas de entretenimento e mídia digital. Tudo o que você imaginar, está no ecossistema deles”, diz.

Mesmo em conglomerados empresarias deste porte, Moraes defende a presença da loja física. “A Amazon, que surgiu apenas no digital, comprou a rede de supermercados Whole Foods. A existência do ponto físico é inevitável. Ele é o local de experimentação, onde o cliente vai conhecer e sentir os produtos, servindo também como ponto de coleta, devolução ou troca de mercadorias”, opina.

Outro fator citado por Tsukuda para o futuro do varejo de beleza é a aplicação de novas tecnologias. “O uso de realidade virtual e inteligência artificial nas lojas é outra forte tendência que observamos fora do Brasil”.

Para o CEO da Mundo do Cabeleireiro isso é prioridade. “Estamos com a agenda de tecnologia bastante atrasada. Não apenas nós, mas cerca de 90% do varejo brasileiro. Nossa rede já está buscando fornecedores para tentar reverter esse cenário até 2021”, finaliza Moraes.

Renata Martins

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