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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

“Esperamos um consumidor mais digital no pós-pandemia”, diz analista da Corebiz

A agência especializada em omnichannel registrou crescimento de 68% na receita das vendas digitais de cosméticos entre março e junho deste ano.

Com o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, perfumarias e lojas de cosméticos – classificadas como “comércio não essencial” – foram fechadas em praticamente todo o país. Grande parte dos consumidores recorreu ao e-commerce para continuar realizando suas compras de produtos de beleza e higiene pessoal. O resultado foi um crescimento de 68% na receita das vendas digitais da categoria, de acordo com a agência especializada em omnichannel Corebiz, que comparou os meses de março e junho de 2020 com o mesmo período do ano passado.

Letícia Almeida, analista de inteligência de negócios da Corebiz

Letícia Almeida, analista de inteligência de negócios da Corebiz

O aumento não foi apenas em receita. Analisando o mês de junho, houve alta de 56% em tráfego e de 22% no valor dos pedidos. “Muitos fatores influenciaram esses números. Com mais tempo em casa, os consumidores dedicaram uma parte maior do dia para navegar na internet, tendo mais contato com produtos e lojas online”, afirma Letícia Almeida, analista de inteligência de negócios da Corebiz. “Também é provável que, com o fechamento das lojas físicas, algumas das compras mais caras, que normalmente são mais ponderadas pelo consumidor, tenham acontecido no ambiente online nestes meses”, opina.

Mesmo compradores mais tradicionais de cosméticos, que gostam de ir pessoalmente aos pontos de vendas, se viram forçados a partir para o e-commerce. “O período de pandemia está gerando novos hábitos de consumo. Esse momento pode ter sido uma oportunidade para muitas pessoas realizarem uma primeira compra online, experimentando suas comodidades e vantagens”, diz Almeida.

Empresas de cosméticos que ainda não estavam presentes no ambiente virtual, correram para colocar no ar seus sites de compra. “Já vínhamos estudando o e-commerce há mais de dois anos. A pandemia acelerou o processo”, revela Cesar Fávero, sócio-fundador da Avatim. “De uma hora para a outra, tivemos que fechar as nossas lojas e os clientes buscavam informações sobre como adquirir os produtos. Então montamos uma força-tarefa para agilizar a implantação das vendas online”, acrescenta.

A marca de cuidados capilares Yamá também estreou uma loja digital durante a crise da Covid-19. “Por conta do fechamento dos pontos físicos, decidimos desenvolver um e-commerce próprio para clientes finais e profissionais cabeleireiros, que representam boa parte do nosso mercado. Assim, conseguimos disponibilizar todo nosso portfólio online, com condições de pagamento facilitadas, frete e entrega”, afirma o CEO Fábio Yamamora.

Para o executivo, as vendas eletrônicas seguirão em alta no país no segundo semestre e, mesmo com a reabertura gradual do comércio, os consumidores devem se manter fiéis às compras online. “Muitas pessoas ainda não se sentem seguras em voltar à rotina normal. Ainda tem o uso obrigatório da máscara, a higienização das mãos e o horário reduzido de funcionamento das lojas. Muitas vezes sair de casa é uma tarefa tão complexa que o e-commerce aparece como uma solução mais efetiva”, diz Yamamora.

Já o sócio da Avatim acredita em uma desaceleração das vendas digitais. “Tivemos um salto de crescimento em função das restrições, mas agora a tendência é seguir um ritmo mais tranquilo com a reabertura dos pontos físicos”, opina Fávero.

De acordo com a analista da Corebiz, a previsão é mesmo de uma redução de compras online à medida em que o comércio volta a abrir as portas. “Mas, sem dúvida esse novo hábito de consumo vai fazer parte da rotina do brasileiro. Esperamos um consumidor mais digital no pós-pandemia”, finaliza Almeida.

Renata Martins

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