O novo CEO da Coty, Markus Strobel, considerou o desempenho do grupo nos últimos 18 meses "decepcionante".

Após divulgar uma receita ligeiramente melhor do que o esperado para o segundo trimestre do ano fiscal de 2025-2026 na quinta-feira, 5 de fevereiro, a gigante de perfumes e cosméticos, dona das marcas CoverGirl, Rimmel, Lancaster e Sally Hansen, retirou sua projeção para o ano todo.

A Coty anunciou um aumento de 0,5% na receita do segundo trimestre, encerrado em 31 de dezembro, para US$ 1,68 bilhão, um pouco acima das expectativas dos analistas. No entanto, o grupo prevê uma redução em suas margens brutas e lucros no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente devido ao aumento dos gastos com publicidade para recuperar participação de mercado.

Markus Strobel, que sucedeu Sue Nabi em 1º de janeiro, pediu maior disciplina e melhor execução para capitalizar os pontos fortes da Coty e impulsionar seu desempenho financeiro. Ele pretende, em particular, dar continuidade e acelerar a revisão estratégica iniciada em setembro. A Coty havia anunciado sua intenção de se concentrar em suas fragrâncias de prestígio e estava considerando a venda de certas marcas de sua divisão de consumo, como CoverGirl e Rimmel.

O novo CEO lançou um plano estratégico – denominado "Coty. Curated" – com o objetivo de simplificar a gestão do grupo, concentrando-se em suas principais marcas, notadamente a Kylie Cosmetics, que dobrou de tamanho nos últimos três anos, e em contratos de licenciamento de longo prazo com a Burberry e Marc Jacobs.

As perspectivas de uma estrutura mais enxuta para a Coty são, portanto, ainda mais reforçadas.