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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Costumização da paleta de cores é peça-chave para inovação

Para a presidente da Associação ProCor do Brasil, Paula Csillag, a indústria da beleza deve levar em conta tendências locais para atingir o consumidor em seu pleno potencial.

Ultraviolet, Greenery e Rose Quartz – a cada mês de dezembro, o Pantone Color Institute, maior especialista em tendências de cores do mundo, anuncia a “cor do ano” que se iniciará, inspirando e influenciando toda a indústria do design, da moda e também da beleza. A escolha, não só da cor do ano, mas das paletas que estarão em evidência nas próximas estações, começa com um minucioso processo de análise dos hábitos do consumidor.

Paula Csillag, presidente da Associação ProCor do Brasil

Paula Csillag, presidente da Associação ProCor do Brasil

As paletas de cores são definidas a partir de tendências societais, cuidadosamente observadas e pesquisadas, compreendendo o comportamento do consumidor e o que está acontecendo no mercado de beleza, moda, decoração, arquitetura, artes, cultura e economia. Uma vez identificadas essas tendências, é necessário um trabalho criativo, quase que o olhar de um artista, para harmonizar cores e criar paletas que encantem o cliente”, afirma Paula Csillag, presidente da Associação ProCor do Brasil, professora e consultora de cores.

Quando o tema é cor, uma coisa é certa: não dá para agradar todo mundo. “Uma cor que serve em um carro nem sempre é a melhor opção para esmaltes. Aquele conceito de uma tendência única para todas as indústrias não existe mais”, diz a especialista.

Para ela, a indústria brasileira, incluindo a de cosméticos, se apoia muito em paletas que vêm do exterior e simplesmente as replicam no país. “Isto pode gerar problemas, pois se a sociedade brasileira não é, de fato, considerada, estas paletas não atingirão o consumidor do país em seu pleno potencial”. Csillag lembra que características culturais são muito importantes. “A cor roxa, por exemplo, tem uma associação com luto ou morte em um país de tradição católica, como o Brasil”.

Já tendo trabalhado para empresas como a Natura e MQ Hair, a consultora acredita que o mercado de beleza deveria investir na customização das paletas de cores de acordo com cada região brasileira, já que hábitos de consumo se diferem muito entre moradores de Norte a Sul do país.

Csillag afirma que há diversos perfis de consumidor no Brasil, dos mais conservadores aos mais inovadores, que ditam as tendências antes de caírem no gosto do mercado. “Para isto temos as staple colors, ou seja, cores básicas, as fashion colors, ou cores de curta duração, as fad colors, que podem durar apenas uma estação, e as rogue colors ou tasters, uma nova cor para ‘abrir o apetite’ para próximas estações”, aponta.

A renovação de cores varia para cada indústria. Mesmo com lançamento de paletas a cada estação, a cadeia produtiva da moda trabalha com previsão de cores com dois anos de antecedência, exemplifica a especialista. “Mas este não é o caso dos fabricantes de cosméticos, que devem estar atentos a oportunidades para renovação. Quando um esmalte é usado por um formador de opinião, o mercado de massa logo adota a sua cor”, afirma Csillag.

Sempre há espaço para uma nova cor ou efeito no ramo de cosméticos. É um grande desafio atender às demandas do consumidor que, com a agilidade da internet, redes sociais e influenciadores digitais, se multiplicam sempre”, diz Agnes Muciacito, gestora de pigmentos da IMCB. A empresa é uma das líderes mundiais na distribuição de especialidades químicas e no ano passado adquiriu a divisão de pigmentos Color & Effects da BASF, estabelecendo uma parceria com o Pantone Color Institute para o desenvolvimento de paletas regionais para maquiagens.

As paletas Primavera/Verão 2019 foram agrupadas nas coleções “Haven”, inspirada no ritmo alucinante do mundo moderno, e “Masterpiece”, que projeta um encontro entre arte, natureza e ciência. A próxima linha de cores da parceria deve ser anunciada em 2019, durante a feira in-cosmetics Global, em Paris.

Renata Martins

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