Com mais de 30 anos de trajetória, a Sinter chegou ao mercado de cosméticos como fabricante de sabonetes em barra para terceiros. Atualmente, em suas mais de 20 linhas de produção distribuídas em três plantas, a empresa fabrica 30 milhões de sabonetes por mês para clientes como Natura, O Boticário e Kenvue, mas também para suas três marcas próprias.

Farnese, Cloy e Gipsy respondem hoje por cerca R$ 250 milhões – e metade – do faturamento anual da Sinter. Mas a história poderia ser diferente. “Há 15 anos, quando levei a ideia de investir em marca própria para meu pai, o fundador Rogério Grou, ele foi totalmente contra. Em produtos, nós sempre fomos muito bons. Mas nosso negócio era 100% B2B e não tínhamos nenhuma experiência em vender para o varejo. Nosso desafio era comercializar e nós vencemos. Hoje estamos em todo o Brasil”, afirma o CEO e sócio Breno Grou.

Gipsy é o sabonete mais econômico do portfólio. Cloy é o mais tecnológico, com formato diferenciado e 30% de creme hidratante em sua fórmula. O carro-chefe da empresa é a Farnese. Com foco no sensorial e em alta perfumação, a marca propõe um luxo acessível e é a partir dela que tem início um novo capítulo na história da Sinter.

Investimento em nova categoria com a marca Farnese

Acaba de chegar ao mercado a linha capilar Farnese. “Queríamos lançar novas categorias e chegamos à conclusão que deveríamos investir em cabelos, que é a segunda principal categoria do mercado de beleza e a primeira em cuidados pessoais. Estrategicamente, decidimos que a estreia deveria ser com Farnese, que é a nossa grande marca e que traz um pouco de indulgência para a categoria”, diz Rafaela Miana, diretora de inovação da Sinter.

Desenvolvida ao longo de um ano, a linha estreia com 19 SKUs, divididos em grupos de produtos para cabelos lisos e ondulados, crespos e cacheados e para danos moderados ou intensos. As fórmulas trazem o exclusivo complexo Biocare, com ingredientes como biotina, pantenol e prebióticos, que nutrem os fios e equilibram a microbiota do couro cabeludo, além de ativos populares no skincare, como o ácido hialurônico e a niacinamida. “É uma linha de mercado, mas com resultado profissional, que preza não apenas pela beleza, mas pela saúde dos cabelos”, aponta Miana.

Assim como os sabonetes, os produtos capilares Farnese também destacam a alta perfumação, com fragrâncias desenvolvidas pela Ginger Fragrances, que tem Breno Grou como fundador e CEO. “Sempre apostei na fragrância como principal diferencial do sabonete. Ela cria a conexão emocional com a marca e a fidelização do consumidor. Agora trazemos esse conceito para o haircare”, ele fala.

Presença em 80% dos principais varejistas do setor alimentar no Brasil

Diferente de quando lançaram os próprios sabonetes, agora a Sinter é especialista no varejo. “Dos 100 principais varejistas do setor alimentar do Brasil, nós já estamos em 80% vendendo sabonete em barra. No canal farma, também estamos bem posicionados.

A entrada em cuidados capilares abre ainda novas possibilidades nos canais de perfumaria e e-commerce e também no mercado internacional. “Estamos presentes em países mais próximos, como Paraguai e Uruguai. Mas, como o sabonete tem um valor agregado menor, não conseguimos expandir para muito longe, porque o custo do frete acaba pesando muito. O haircare nos dá uma janela de oportunidade maior”, afirma Grou.

Com maior valor agregado, os produtos para os cabelos devem, segundo ele, representar até 20% do faturamento do negócio em curto prazo.Essa é uma categoria muito grande, que pode ultrapassar sabonete, talvez num período de cinco anos.”

O investimento da Sinter não foi apenas no desenvolvimento da linha capilar Farnese. A empresa está construindo uma fábrica de líquidos, que será inaugurada até o final deste ano. Além de atender a sua própria demanda, a nova unidade também produzirá artigos capilares para terceiros e abre com uma capacidade de 5 milhões de unidades por mês em apenas um turno. “Estamos em um momento de expansão e haircare abre uma nova frente da empresa”, finaliza a diretora de inovação.