Prestes a completar seu primeiro centenário, a Schwan Cosmetics registrou um faturamento de quase € 370 milhões em seu último ano fiscal. Atualmente, a fabricante de maquiagem private label de origem alemã, que integra o grupo Schwan-Stabilo, opera em 130 países e conta com nove instalações produtivas ao redor do mundo – uma delas está no Brasil.

Sediada em Curitiba (PR), a filial foi estabelecida em 2001 e vem ganhando cada vez mais relevância nos negócios da multinacional. “A empresa evoluiu junto com o mercado brasileiro de maquiagem. Em 25 anos, passamos de uma unidade de produção local para um polo estratégico integrado à rede global”, afirma Karina Santos, que assumiu recentemente a diretoria geral da Schwan Cosmetics do Brasil.

Com mais de 20 anos de experiência no setor de beleza e atuação em empresas como Fiabila e Faber-Castell Cosmetics, a executiva fala sobre a representatividade do Brasil no cenário mundial. “Se pensarmos na categoria de maquiagem, o país é o terceiro maior consumidor. Essa importância se reflete também dentro da Schwan”.

Brasil é referência para o desenvolvimento de produtos

Mas a relevância do Brasil não está apenas no tamanho do seu mercado, segundo Santos. “A consumidora de maquiagem no país é muito preparada, engajada e tem um grande apetite por inovação. Esse nível de sofisticação fez com que nos tornássemos referência para o desenvolvimento de produtos”.

Ela explica que a Schwan Cosmetics tem seu polo de desenvolvimento localizado na Alemanha, mas que, para atender à necessidade do público brasileiro, sempre existem conversas. De acordo com a diretora, muitas coisas que funcionam em mercados internacionais, não funcionam aqui, seja pelo clima, pela diversidade de tipo de pele e, principalmente pela exigência da brasileira. “Ela não aceita qualquer coisa. Ela busca claims e alta performance.”

Para a diretora, esse comportamento é reflexo do acesso mais facilitado a informações em plataformas digitais e das redes sociais, que também provocaram importantes mudanças na indústria de cosméticos. “Isso mudou a forma como vendemos produtos atualmente e, principalmente, acelerou os ciclos de inovação. Antigamente, levávamos de 12 a 24 meses para lançar um produto. Hoje, as empresas querem lançar em seis meses.

Para acompanhar essas transformações, Santos diz que o portfólio da Schwan Cosmetics – com itens como sombras, delineadores, corretivos, batons e lápis labiais – teve um aumento significativo ao longo dos 25 anos no Brasil. “Temos foco em olhos, sobrancelhas, lábios e face e dentro de cada uma dessas categorias contamos com uma grande variedade de fórmulas e embalagens personalizáveis.

Polo de produção na América Latina

A executiva enfatiza que a filial brasileira é um hub de manufatura na América Latina e países como Chile e Argentina são parceiros comerciais relevantes. Mas a maior parte dos produtos fabricados no Brasil é direcionada para a demanda nacional.

Aqui temos importantes players, que estão no mercado há muito tempo e trabalham com grandes volumes. Mas também temos marcas jovens e independentes, que propõem novas experiências de consumo e movimentam o setor. Do ponto de vista da indústria, o mercado brasileiro tem se diversificado muito e para atender a esse mercado complexo e dinâmico, que exige flexibilidade e velocidade, grande parte daquilo que produzimos fica mesmo no Brasil.

À frente da operação há pouco mais de 100 dias, Santos diz que a Schwan Cosmetics do Brasil já é bastante sólida em qualidade, inovação e entrega e que seu objetivo é potencializar o que já fazem bem e evoluir em direção ao que o mercado espera da indústria. “Temos metas de crescimento, mas nossa estratégia é focar em parcerias com clientes e fornecedores, garantindo que a cadeia esteja preparada para crescer de maneira sustentável e rentável.