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Edição: Brasil
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Embalagem e design

Luxe Pack Monaco: Sustentabilidade pronta para embalar

A edição 2019 do salão Luxe Pack Monaco representou uma virada na oferta de embalagens de luxo. Na verdade, a dimensão de sustentabilidade já estava presente em edições passadas: ela passou a fazer parte oficialmente do evento há nove anos, com a criação do concurso Luxe Pack in green. Haja vista a quantidade e a qualidade das soluções verdes apresentadas pela maioria dos expositores nos mais variados setores de aplicação (perfumes, cosméticos, bebidas alcoólicas, entre outros) e considerando a diversidade dos materiais dominantes, este ano marcará provavelmente a entrada das embalagens de luxo na economia circular.

Em sua palestra sobre tendências para 2020, Emma Chiu, diretora de Inovação & Criação do The Innovation Group JWT, ressaltou que "a sustentabilidade não é mais uma opção, é uma obrigação". Os expositores entenderam perfeitamente o recado. Todos os estandes dispunham de uma seção "ecológica", apresentando embalagens que correspondem aos quatro R do desenvolvimento sustentável: Reduzir, Reciclado, Reciclável e Reutilizar.

Reduzir é um verbo conjugado com louvor pela Albéa, com sua bisnaga Slim Cap+Thin Wall. Inteiramente realizada em polietileno, a bisnaga ganhou paredes mais finas, que passaram a ter 300 mícrons em vez de 500, diminuindo em 30% o material utilizado. A bisnaga e a tampa pesam 33% a menos que uma bisnaga tradicional, resultando, segundo o fabricante, em uma redução de cerca de 36% em termos de impacto ambiental, em comparação com o padrão do mercado. O segundo R é de Reciclado, como a bisnaga monocamada à base de 50% de PCR (material reciclado pós-consumo) desenvolvida pela CTL Packaging.

Quanto ao R de Reciclável, ninguém representa melhor esse conceito que a Eastman, vencedora do prêmio Luxe Pack in green 2019 na categoria "Iniciativas Sustentáveis". Na última edição do salão, esse fornecedor de plásticos especializados apresentou a nova linha Cristal Revēl de colipoliésteres compostos à base de material reciclado pós-consumo (PCR). Na realidade, a maioria dos fornecedores de embalagens de plástico apresentaram soluções com 30%, 50% ou até 100% de PCR. A Qualiform foi ainda mais longe, mostrando que é possível utilizar plásticos reciclados obtidos a partir de resíduos marinhos. Os bioplásticos também foram destaque no salão, independentemente do material de origem: etileno derivado de cana-de-açúcar, conchas de crustáceos, algas secas e trituradas ou lascas de madeira (PRP).

Em meio a toda a oferta green dos expositores, é provavelmente o quarto R que melhor ilustra a virada ecológica do salão, com o crescente espaço conquistado pelas embalagens que permitem refil. Um bom exemplo é o número maior de batons e protetores labiais que oferecem essa possibilidade, por exemplo os das marcas Texen, Toly e HCT Beauty. Outro exemplo são as embalagens airless com refil: o consumidor conserva a parte externa do frasco e compra somente a parte airless, como a que foi desenvolvida pela Berry (ex-RPC Bramalage). Não se pode falar de refil sem mencionar os frascos de perfume recarregáveis. Grandes marcas como Chanel, Vicktor&Rolf e Louis Vitton, entre outras, estão adotando o modelo sustentável lançado, há cerca de 15 anos, pelos perfumes Mugler, pioneiros no segmento.

Mas o plástico não é o único material para o qual se buscam soluções mais ecológicas. Os fabricantes de metal para embalagens de luxo têm refletido sobre a questão, em particular a empresa G. Pivaudran, que utiliza alumínio no acabamento de frascos de perfumes. Empenhada em uma sólida política ambiental, a empresa vem estudando a possibilidade de usar alumínio reciclado em sua linha de produção.

Quanto ao setor de papelão, há muitos anos as empresas vêm desenvolvendo programas de melhoria contínua, a fim de preservar os recursos naturais. O novo CrownBoard da BillerudKorsnäs, por exemplo, associa resistência e otimização da gramatura. Graças a sua estrutura multijatos, o papelão é mais fino, sem prejuízo para o desempenho. Por ser mais leve, ele requer um número menor de paletes no momento da entrega. Outro destaque nesse segmento foi a Favini, com seu papel Refit, cuja composição apresenta 45% de fibras virgens obtidas de árvores com certificação FSC, 40% de fibras recicladas PCR e 15% de fibras têxteis derivadas de subprodutos de lã e algodão de origem italiana. Sem esquecer, é claro, as novas bisnagas à base de papelão da Albéa e L’Oréal e da Stora Enso. Embora não eliminem totalmente o uso de plásticos, elas reduzem consideravelmente o volume utilizado.

Resta a questão da qualidade e da origem de todos esses materiais, e de como garantir que tenham grau alimentício quando estão em contato direto com o produto. Cada vez mais, essa exigência vem se tornando um requisito primordial para os clientes.

As marcas que desejam provar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a economia circular hoje dispõem de uma oferta que alia reciclabilidade, design ecológico, redução do impacto ambiental, reúso e potencial de compostagem.

Françoise Albasini
(Tradução Maria Marques)

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