Um estudo realizado pelo Grupo Boticário e publicado na revista cientifica Communications Biology, do grupo Nature, foi anunciado como um novo marco para a ciência da pele e do skincare.

Desenvolvida em parceria com a Fiocruz, a pesquisa deu origem a uma metodologia inédita, definida como uma "régua molecular". Capaz de medir precisamente a idade biológica da pele e comparar estruturas biológicas em diferentes fases da vida, ela possibilita avaliar os efeitos de ativos cosméticos no processo de envelhecimento.

“Temos muito conhecimento sobre DNA e RNA, mas queríamos nos aprofundar e analisar o que acontece em nível molecular para então entender como determinados ativos interagem com processos biológicos associados ao envelhecimento cutâneo. Então levamos uma proposta para o Laboratório de Proteômica Estrutural e Computacional do Instituto Carlos Chagas”, diz Desirée Schuck, gerente de performance de produto do Grupo Boticário.

Ela explica que o instituto da Fiocruz Paraná dispõe da tecnologia de espectrometria de massas, que permite identificar e quantificar milhares de proteínas presentes nos tecidos biológicos ao mesmo tempo. Olhando para todo o conjunto molecular, com auxílio de inteligência artificial, foi possível construir um mapa detalhado do envelhecimento da pele e verificar o comportamento molecular antes e depois do tratamento cosmético em diferentes faixas etárias.

O estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa da Mulher do Grupo Boticário teve participação de voluntárias entre 20 e 80 anos. “Como a mulher é historicamente negligenciada pela ciência tradicional, aqui nossos esforços são para compreender melhor os aspectos biológicos, hormonais e emocionais que acompanham os diferentes ciclos da vida feminina”, afirma Schuck.

Método não invasivo para teste de eficácia in vivo

Durante 30 dias, as participantes utilizaram um ativo em uma rotina diária semelhante à aplicação de um hidratante. Ao longo do período, amostras superficiais da pele foram coletadas por meio de uma técnica não invasiva, utilizando uma espécie de caneta comum em procedimentos de microagulhamento, uma grande evolução em testes, para a gerente.

Ela comenta que existem dois tipos de testes de eficácia, os testes in vivo, com pessoas voluntárias, ou testes in vitro, onde são usadas células ex vivo (como de pele restante de cirurgia plástica), pele 3D ou pele reconstituída.

“Quando o teste é com pessoas, a depender do que queremos analisar, é preciso fazer uma biópsia, então é risco a que preferimos não expor o voluntário. Quando vamos para o in vitro, é um sistema artificial, em que perdemos a longevidade do tecido no ambiente laboratorial. Com esse método não invasivo, conseguimos in vivo já ver a parte molecular profunda e capturar tudo o que a pessoa sentiu com aquela amostra.”

Isso gera um resultado mais confiável, de acordo com Schuck, e abre a possibilidade para criação de cosméticos de acordo com cada fase de vida. “Personalização é uma tendência em skincare e isso está dentro dos nossos pilares de inovação.”

O ativo escolhido para testar a metodologia da “régua molecular” foi o bioéster de quinoa. O ingrediente patenteado pelo Grupo Boticário há quase uma década tem ação antioxidante e é reconhecido por estimular a produção natural de colágeno em até 77%, estando presente na linha Nativa SPA.

Bioéster de quinoa promove rejuvenescimento molecular da pele de até 16 anos

A análise molecular demonstrou que seu uso, em uma concentração mais elevada do que a encontrada atualmente nos produtos O Boticário, promove alterações positivas em proteínas diretamente relacionadas à estrutura, proteção e regeneração da pele.

“Descobrimos que, nas voluntárias acima de 50 anos, o repertório molecular ficou similar ao de uma mulher 16 anos mais jovem. Nas participantes abaixo de 50 anos, o bioéster de quinoa promoveu um perfil biológico compatível com uma pele, em média, onze anos mais jovem, um resultado também bastante relevante”, comenta Schuck.

Ela garante que essa descoberta resultará em novidades no portfólio. “Elevamos o patamar do bioéster de quinoa como um ativo cosmético e já temos produto em desenvolvimento”. A partir de 2027, o ativo em nova dosagem deve estar disponível em marcas do Grupo Boticário.