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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Falta de conhecimento sobre benefícios e preço mais elevado são barreiras para uso de cosméticos éticos no Brasil

Pesquisa da REDS sobre consumo de produtos de beleza veganos, orgânicos e naturais mostra que 59% das pessoas desconhecem suas vantagens e 45% os consideram caros.

O mercado de cosméticos veganos cresce em todo o mundo. No Brasil, estima-se que sete milhões de habitantes sejam veganos, não utilizando nenhum tipo de produto de origem animal ou que seja testado em animais. O mesmo acontece com artigos de beleza orgânicos e naturais. Um estudo recente da plataforma global de mídia Teads revelou que 62% das brasileiras acham que cosméticos só deveriam ser formulados com ingredientes naturais ou orgânicos.

Cosméticos éticos enfrentam desafios no Brazil

Cosméticos éticos enfrentam desafios no Brazil

Apesar desde aumento do interesse pelos chamados cosméticos éticos, uma pesquisa realizada pela REDS – Research Designed for Strategy mostra que a categoria ainda enfrenta muitos desafios no Brasil. O levantamento realizado com mulheres de 18 a 56 anos, residentes em seis capitais do país, apontou que 66% ainda não consome nenhum tipo de produto de beleza desta categoria.

Este é um mercado ainda recente no Brasil, no qual apenas pequenos players atuavam até pouco tempo atrás. A visibilidade e o acesso a estes produtos eram restritos àquelas pessoas que realmente tratavam seu uso como uma ‘causa’, mais do que uma simples decisão de consume”, afirma Karina Milaré, sócia-diretora da REDS.

Uma das barreiras enfrentadas pela categoria, de acordo com pesquisa, é que 59% das brasileiras dizem não conhecer os benefícios dos cosméticos veganos, orgânicos e naturais. “A comunicação esteve muito mais focada nas ‘causas’, como o fato de respeitarem a vida animal ou agredirem menos o meio ambiente. Isto foi importante até hoje, para despertar a consciência dos consumidores. Mas, daqui para frente, é necessário evoluir para uma comunicação que também aborde os efeitos concretos desses produtos”, diz Milaré.

Para ela, consumidores que têm performance como demanda principal dos cosméticos podem não se sentir atraídos pelo posicionamento atual dos produtos éticos. “É preciso mostrar que eles têm benefícios funcionais tão claros quanto os produtos que hoje elas utilizam hoje”, enfatiza a diretora da REDS.

Outra razão apontada pelas entrevistadas para não comprarem cosméticos éticos é o preço: para 45% delas, eles são caros. “Por mais que os brasileiros estejam dispostos a pagar mais por produtos corretos, o ‘bolso’ da população não tem crescido nos últimos anos, pelo contrário”, lembra Milaré.

De acordo com Márcio Accordi, diretor da marca de cosméticos naturais Biozenthi, as pessoas têm o desejo de usar esses produtos, mas não podem pagar mais por isso. “Uma grande fatia da população está bem disposta a ajudar a mudar o mundo, mas não consegue consumir itens de beleza veganos, orgânicos ou naturais por falta de recursos, pois financeiramente, isso pode onerar no seu orçamento. Então acaba optando por cosméticos comuns, que já conhece ou está acostumada”, afirma.

Ainda assim, Accordi acredita que o crescimento pela busca de produtos éticos é um processo que não tem mais volta. “Ele está acontecendo e aumentando a cada ano. Estamos vegetalizando cada vez mais a produção de cosméticos e conforme a indústria consiga colocar no mercado produtos ambientalmente corretos, mais elaborados e oferecendo melhores preços, esse segmento vai acabar conquistando esta parcela da população que quer consumir, mas que ainda não o faz”, aposta o diretor da Bionzethi.

Milaré lembra que o movimento dos grandes players de beleza em direção a cosméticos éticos é muito recente. “Eles só iniciaram um processo mais ostensivo de tornar suas fórmulas veganas ou orgânicas há pouco mais de três anos no nosso país. Acredito fortemente no futuro da categoria e o que vai ditar a velocidade do seu crescimento é a ação da indústria”, finaliza.

Renata Martins

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