Para provar que o desenvolvimento econômico pode avançar junto com a floresta amazônica em pé, a BASF lançou o Standing Forest. “O projeto nasceu da oportunidade de conectar o potencial da biodiversidade da Amazônia à capacidade científica e tecnológica da BASF para desenvolver ingredientes de alto valor agregado para a indústria de cuidados pessoais”, afirma Natalia Nunes, gerente de sustentabilidade de Care Chemicals da BASF na América do Sul.
Ela explica que a empresa global de química desenvolve iniciativas relacionadas à sustentabilidade e ao uso responsável de matérias-primas renováveis em diferentes partes do mundo. “O Brasil foi escolhido para esse novo projeto por reunir biodiversidade, cadeias da bioeconomia e competências locais de pesquisa e desenvolvimento que tornam possível essa ligação.”
Apesar de implementada regionalmente pela operação brasileira, a iniciativa tem potencial para gerar soluções para o mercado global, reforçando o papel inovador do Brasil para o mercado internacional de beleza, segundo a gerente. "Para a BASF, o Standing Forest é também uma forma de valorizar as competências desenvolvidas na região e ampliar sua contribuição para a estratégia global de inovação e sustentabilidade.”
Região amazônica conhecida pela abundância de andiroba
O projeto teve início no Médio Juará, território de floresta tropical conservada e rica em biodiversidade, localizado a mais de 700 km de Manaus. A região é conhecida pela abundância de andiroba, cujo óleo é utilizado há séculos pelas comunidades originárias no Amazonas.
O ingrediente também já é adotado pela indústria de cosméticos, especialmente em cuidados com a pele e os cabelos. “Para a BASF, esse reconhecimento representou um ponto de partida para explorar novos usos e formas de agregar valor a uma matéria-prima da biodiversidade amazônica. Com o Standing Forest, buscamos ir além do uso convencional do óleo de andiroba e lançamos o Cetiol Forest CG ”, diz Nunes.
O novo emoliente foi criado no laboratório de desenvolvimento para Cuidados Pessoais da BASF, situado em Jacareí (SP), a partir de um processo que utiliza etanol renovável como agente de reação e transforma o óleo de andiroba em um éster de alto desempenho, ampliando sua funcionalidade e possibilidades de aplicação em formulações cosméticas.
Sensorial superior
Em comparação com óleo tradicional de andiroba, o Cetiol Forest CG oferece sensorial superior. Tem maior estabilidade, melhor espalhabilidade e absorção, odor mais suave, aspecto mais homogêneo, menor formação de resíduos e sensação de toque mais leve e aveludado. “Além disso, o ativo agrega atributos importantes para o mercado de beleza, como origem responsável, rastreabilidade e conexão comprovada com impactos socioambientais positivos, entregando performance e propósito”, aponta a gerente.
A BASF capacitará os coletores no Médio Juará em práticas sustentáveis de extração e manejo da andiroba, beneficiando aproximadamente 200 famílias. O objetivo, de acordo com Nunes, é ampliar o programa, focando em novas possibilidades de inovação e no desenvolvimento da bioeconomia amazônica.
“Neste momento, buscamos consolidar o modelo implementado no Médio Juruá, fortalecer a cadeia de fornecimento e ampliar a adoção do Cetiol Forest CG pelo mercado de cuidados pessoais.”
O Standing Forest foi concebido como uma plataforma de inovação de longo prazo. No futuro, a iniciativa deve ser implementada em outras áreas do bioma amazônico. “A visão é construir uma plataforma escalável de inovação capaz de transformar a biodiversidade em soluções para a indústria global de beleza. Mas a expansão manterá os mesmos pilares que orientam a iniciativa: conservação da floresta, desenvolvimento local e geração de valor por meio da ciência e da tecnologia”, ela finaliza.




















