Com o crescente interesse da indústria cosmética pelo papel dos exossomos na comunicação celular, a Seppic passou a investir na quantificação padronizada dessas nanovesículas, naturalmente secretadas pelas células para transportar sinais biológicos.
Globalmente, o mercado dessas nanovesículas, com diâmetro entre 30 e 150 nm, deverá atingir US$ 1,2 bilhão até 2033 [1].
Nesse contexto, a fabricante quantificou com precisão a concentração de exossomos da linha Celtosome, desenvolvida em sua unidade de Pontrieux, na Bretanha, na França.
A tecnologia baseia-se no cultivo de células vegetais nativas e indiferenciadas de espécies halófitas. Segundo a Seppic, esse processo gera uma biomassa contendo cerca de 4.000 exossomos por célula vegetal, o equivalente a uma concentração padronizada de 50 milhões de exossomos por microlitro de ingrediente ativo.
Concentração e atividade biológica
Além da caracterização da concentração de exossomos, a Seppic afirma ter demonstrado o papel direto da fração de exossomos na atividade biológica de dois dos principais ingredientes da linha: Celtosome Eryngium Maritimum [2]e Celtosome Crithmum Maritimum [3].
Voltado ao cuidado antienvelhecimento da pele, o Celtosome Eryngium Maritimum fornece 720 milhões de exossomos por grama de fórmula quando utilizado a uma concentração de 0,05%. Segundo a empresa, testes realizados com a fração de exossomos isolada evidenciaram seu papel no suporte à estrutura da pele, com aumento de até 34% na síntese de colágeno tipo I em fibroblastos [4]. Esses resultados complementam os dados já disponíveis para o ingrediente completo, que apontam aumento de 103% na produção de ácido hialurônico dérmico [5] e de 34% na produção de elastina. A Seppic também relata um benefício clínico após 28 dias de aplicação, com redução de 12% na área dos pés de galinha [6].
Celtosome Crithmum Maritimum, por sua vez, é voltado a aplicações relacionadas à luminosidade, uniformidade do tom e longevidade da pele. Utilizado a uma concentração de 0,1%, o ingrediente fornece 1,44 bilhão de exossomos por grama de creme.
Segundo a Seppic, o desafio para as marcas está em “garantir uma concentração precisa e reprodutível de exossomos, obtida a partir de uma fonte vegetal ecologicamente responsável e em conformidade com as regulamentações internacionais”.
















