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Edição: Brasil
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Empresas e indústria

Exportação de cosméticos brasileiros para o Oriente Médio cresce 19% em 2015

Produtos para o cabelo impulsionam as vendas, mas categorias como maquiagens e fragrâncias também ganham espaço.

Se a participação dos países árabes no total das exportações brasileiras de cosméticos pode soar ainda bastante tímida, com apenas 3,3%, o potencial deste mercado, a julgar pelos resultados obtidos nos últimos anos, vem se mostrando bastante promissor.

Gueisa Silvério, gerente do programa Beautycare Brazil

Gueisa Silvério, gerente do programa Beautycare Brazil

Um aumento de 19% no comércio de produtos de beleza para o Oriente Médio e Norte da África foi o que registrou em 2015 o projeto setorial Beautycare Brazil, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) para a promoção de artigos de HPPC do Brasil no exterior.

As vendas das empresas do projeto aos países árabes vêm crescendo ano a ano”, diz Gueisa Silvério, gerente do programa. Elas registraram um total de US$ 4,4 milhões em 2014 e ultrapassaram os US$ 5,3 milhões no ano seguinte. Os principais destinos foram os EAU, Arábia Saudita e Egito, países que ocupam respectivamente o 35°, 16° e 47° lugares no ranking dos maiores consumidores de produtos de beleza do mundo.

Os artigos brasileiros para tratamento, tintura e transformação dos cabelos são os que mais atraem os consumidores da região. A empresária carioca Anna Zakhour confirma. Desde a década de 1990 vivendo no Líbano, ela abriu há cerca de oito anos um negócio de importação e exportação de cosméticos brasileiros e tem até 70% de suas vendas vindas de produtos para as madeixas, com destaque para a escova progressiva e o botox para os fios.

Fundada em 2004 na cidade de Botucatu, a S’Oller Brasil começou a exportar seus cosméticos capilares para o Oriente Médio e norte da África há cinco anos. Hoje, vende sua linha de mais de 300 produtos para nove países da região, tendo inaugurado no último ano uma loja própria no Bahrein. A ideia é expandir ainda mais os negócios com os árabes – uma loja em Dubai é cogitada para breve –, que já respondem por 50% a 60% das vendas internacionais da empresa.

Outra indústria paulista especializada em produtos para cabelos que tem crescido no Oriente Médio é a Sweet Hair. Presente nos EAU há dois anos, ela almeja novos destinos nas proximidades e para isso, aposta em seus cosméticos de dupla ação, como o xampu que pode ser usado como demaquilante e o condicionador que também é primer facial.

Além dos produtos capilares, que são o carro chefe das exportações para a região, observa-se grande potencial mercadológico de outras categorias como depilatórios, desodorante, fragrâncias, maquiagem, produtos infantis, para banho e masculinos”, afirma Silvério.

Os produtos brasileiros são muito bem vistos no mercado árabe”, afirma Zakhour. Para ela, o sucesso está na conhecida dobradinha qualidade e preço. Silvério também cita outra razão: “com dimensões continentais e população multirracial, o Brasil desenvolve produtos para os mais variados perfis de consumidores”. Segundo ela, a atual instabilidade político-econômica do país e a valorização do dólar frente ao real atuam como fatores de impulso para que os brasileiros invistam em novos mercados externos. “Acreditamos que quem dedicar esforços às exportações poderá alcançar resultados promissores”.

Neste ano, o pavilhão brasileiro na Beautyworld Middle East, feira de cosméticos que acontece entre os dias 15 e 17 de maio, em Dubai, terá 23 empresas participantes do projeto BeautyCare Brasil, um número 17% maior que na edição anterior.

Renata Martins

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