Skala Brasil é o novo nome adotado pela marca de cuidados capilares fundada há 40 anos em Uberaba (MG) e famosa pelos seus “potões” de creme de tratamento. A mudança na assinatura faz parte de um projeto de rebrading, que começou a ser elaborado em 2024, quando o fundo Advent Internacional adquiriu o controle da marca.
“Tomamos a decisão de reposicionar a Skala, que tinha uma penetração enorme nos lares brasileiros na categoria de tratamento, mas não conseguia o mesmo com outros produtos da rotina capilar”, afirma Luis Delfim, CEO do Grupo Bora Brasil, que também engloba a Lola from Rio.
Ele explica que o reposicionamento foi planejado em cima de três pontos. O primeiro foi o sortimento de portfólio, com a entrada em novas categorias, como gelatinas e óleos capilares, lançados no último ano. Depois veio a atualização das embalagens, que passaram a destacar os benefícios dos ingredientes para facilitar a identificação das soluções pelo consumidor. Por fim, a marca traçou um novo plano de comunicação, dando ênfase a sua brasilidade.
Mesmo sendo conhecida por 97% das brasileiras, segundo Tracking de Marca da Kantar Insights, “muitos consumidores não sabiam que a Skala é uma marca brasileira. Nós conhecemos muito da brasilidade e precisávamos comunicar isso para as pessoas”, diz o executivo.
Foco da expansão internacional, EUA se tornou o segundo maior mercado da Skala
Ele conta que, na verdade, o nome Skala Brasil foi adotado primeiramente nos EUA. Quando a empresa, já sob o controle do Advent, começou a criar uma estrutura mais robusta de internacionalização, os EUA se tornaram o principal foco das exportações. “Nós abrimos uma empresa e um centro de distribuição nos EUA. Temos relação comercial direta com os maiores varejistas do país, como Walmart e Target”. A Skala ocupa atualmente a 5ª posição no segmento de tratamento capilar nos EUA, que são o segundo maior mercado da Skala, atrás apenas do Brasil.
Nos dois últimos anos, a marca mais que dobrou o número de países onde está presente, passando de cerca de 40 para mais de 80. “Trabalhávamos com alguns distribuidores, mas não tínhamos uma estratégia de longo prazo e precisa para cada mercado. Então fizemos um mapeamento e definimos outras regiões. Hoje temos um responsável pela área comercial em cada continente”, aponta o CEO.
Os maiores parceiros comerciais da Skala, após os EUA, são Colômbia, Argentina, Portugal e Espanha. “Temos uma operação grande nos Emirados Árabes, com base em Dubai, então nossa presença lá é muito forte, e tem países em que estamos crescendo muito rapidamente, como África do Sul e Marrocos. Nossa próxima aposta é a Índia.”
Grande oportunidade de crescimento na Ásia
Delfim fala que a marca já está em alguns países asiáticos, mas que ainda enxerga grande oportunidade de crescimento no continente. “Na Ásia está a maior população do mundo e vários de seus países, seja por renda ou tipo de cabelo, têm muito ‘feat’ com a Skala.”
Com o crescimento na Ásia, a Skala deve superar a presença em 100 países em 2027. “O cosmético brasileiro, principalmente de cabelos, é reconhecido internacionalmente como de alto nível. O mundo sabe que a mulher brasileira tem um cabelo bonito e muito bem cuidado. Essa brasilidade é muito valorizada. Outra vantagem de ser uma marca brasileira é que, pela grande diversidade da nossa população, temos um portfólio que se adapta a qualquer mercado mundial.”
O comércio internacional representa 15% do faturamento atual da Skala Brasil. Nos próximos três anos, o objetivo é chegar a 40%, segundo o CEO.
Para acompanhar esse crescimento, a marca construirá uma nova fábrica em Uberaba, com investimento previsto de R$ 150 milhões. “Estamos em fase de terraplanagem. No início do próximo ano, começaremos a construir e, em 2028, teremos a fábrica mais moderna do Brasil, que não só aumentará nossa capacidade, mas elevará ainda mais os nossos padrões de qualidade, que já são muito altos, para trazermos mais eficiência e inovação para todo mundo.”



















