Impactada pela desaceleração macroeconômica e pela menor atividade e base de consultoras no Brasil, seu principal mercado, a Natura teve um primeiro trimestre de 2026 pressionado.
Os resultados também refletiram o desempenho das operações na Argentina, ainda em recuperação após a integração com a Avon no segundo semestre de 2025, além dos efeitos da retração do consumo e do câmbio desfavorável no país.
O grupo de beleza registrou receita líquida de R$ 4,7 bilhões no trimestre, queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Excluída a Argentina, os demais mercados da América Hispânica apresentam boa performance nos três primeiros meses do ano. Esse resultado foi impulsionado por contribuição positiva dos mercados onde a integração com a Avon já está mais madura e pela recuperação contínua no México, onde a combinação das marcas foi realizada na primeira metade de 2025.
O 1T26 marcou também o início do relançamento da marca Avon no Brasil e no México, em março, com novo posicionamento e portfólio de inovação que será implementado de forma escalonada.
“Tendo implementado o novo modelo operacional sem rupturas, nosso foco está totalmente voltado para o crescimento sustentável da receita e expansão da rentabilidade. Mantemos nossa confiança no cumprimento dos compromissos para o ano de 2026, que inclui a evolução da margem anual frente a 2025 e uma robusta geração de caixa. A estrutura de capital otimizada e a disciplina rigorosa na alocação de recursos refletirão diretamente no retorno aos nossos acionistas”, comentou o CEO, João Paulo Ferreira.
















