A Biotec Nutri e Dermocosméticos, empresa parceira da AQiA Química Inovativa, vem se aprofundando em estudos de genética. O objetivo, segundo a assessora científica Annete Marum, é o desenvolvimento de soluções mais eficazes, seguras e personalizadas.
Nutricionista clínica e doutora em genética, ela afirma que “a influência da genética na indústria cosmética já é concreta e está mudando o setor de ‘beleza padrão’ para uma beleza baseada em biologia individual”.
A genética permite compreender como variações de cada indivíduo influenciam características da pele, como envelhecimento, inflamação, pigmentação e resposta ao estresse oxidativo. “Com isso, a indústria de cosméticos passa a desenvolver produtos mais direcionados.”
Estudos focam no funcionamento celular de forma integrada
Há pouco mais de um ano na Biotec, Marum deu início a pesquisas na área das ciências ômicas, que estudam conjuntos completos de moléculas (DNA, RNA, proteínas, metabólitos) em larga escala para compreender o funcionamento celular de forma integrada. “Meu papel é capacitar toda a equipe técnica, traduzindo os resultados científicos em conhecimento aplicado.”
Ela comenta alguns desses resultados. “Iniciamos nossas pesquisas em células musculares (mioblastos) e de pele (fibroblastos) com o ativo Bio-Arct, que atua diretamente na modulação da expressão gênica relacionada à energia celular. Ele aumenta a atividade mitocondrial, estimula a autofagia e regula genes envolvidos na produção de ATP (Adenosina Trifosfato) e na preservação de massa magra. Obtivemos resultados positivos no aumento da expressão de genes relacionados à função mitocondrial.”
Influência genética na hidratação da pele
Com a finalidade de direcionar dosagens mais assertivas, a Biotec também fez estudos com o Bio-Arct em seres humanos, avaliando a influência genética na hidratação da pele. Com ações antioxidante e anti-inflamatória, o ativo é capaz de reduzir a perda transepidérmica de água, preservar a integridade da barreira cutânea e formar um filme bioativo para melhor retenção de água, segundo a doutora.
“Realizamos ainda pesquisas em células de pele (fibroblastos) com o ativo Exsynutriment, um silício na forma de silanol biologicamente ativo, estabilizado em colágeno marinho, que atua na matriz extracelular, uma rede que sustenta e organiza os tecidos e participa de processos relacionados à síntese de colágeno e à integridade estrutural da pele, cabelos e unhas. Obtivemos resultados positivos no aumento da expressão do gene que codifica o colágeno tipo 1”, ela revela.
Para a assessora científica, os estudos genéticos permitirão que, no futuro, os cosméticos sejam desenvolvidos com base em perfis biológicos altamente específicos, tornando-os mais preditivos, personalizados e efetivos. “A tendência é que os produtos deixem de ser universais para se tornarem soluções individualizadas, guiadas pela interação entre genes, ambiente e estilo de vida.”
A empresa brasileira, que conta com uma unidade fabril localizada em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com suporte de laboratórios e um Centro de Pesquisa e Tecnologia (CPT), vem se preparando para esse futuro. “A Biotec continuará investindo na integração entre ciência, tecnologia e dados, fortalecendo sua atuação em genética e ciências ômicas”, garante Marum.


















