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Edição: Brasil
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Ciência e P&D

Métodos alternativos de ensaio: modelos de pele em 3D podem ser usados para testes de genotoxicidade

Os primeiros resultados de um estudo de validação atualmente em andamento mostram que é possível usar modelos tridimensionais de pele reconstruída em testes de genotoxicidade conhecidos como "ensaios cometa". Na próxima etapa do estudo, serão testados 22 produtos químicos.

Culturas de modelos de pele Phenion® FT

Culturas de modelos de pele Phenion® FT

Cientistas da Henkel (BASF), do Instituto Federal Alemão para a Pesquisa de Risco (BfR) e da Procter & Gamble [1] utilizaram modelos de pele em 3D para avaliar a genotoxicidade (ou seja, os danos causados ao DNA) de novas matérias-primas. Para chegar aos primeiros resultados, que indicam um elevado nível de previsibilidade e reprodutibilidade, os pesquisadores adaptaram a metodologia usada em ensaios cometa [2] (teste de detecção do risco genotóxico) a dois modelos de pele humana reconstruída em 3D: EpiDerm™ e Phenion® Full-Thickness. O teste recebeu o nome de "Skin Comet 3D". A primeira etapa dessa experiência, que envolveu um processo completo de avaliação, acaba de ser finalizada com sucesso.

Nessa primeira fase, oito produtos químicos foram testados em diversos laboratórios usando o modelo de pele Phenion® Full-Thickness da Henkel. A experiência permitiu coletar dados que alimentaram vários módulos de validação. No final, o teste 3D Skin Comet demonstrou alta capacidade preditiva e um bom nível de reprodutibilidade, tanto dentro de um mesmo laboratório como entre diversos laboratórios: quatro deles alcançaram um nível de previsibilidade de 100%, embora um quinto dos laboratórios tenha registrado apenas 70%.

O objetivo do estudo era coletar um conjunto de dados suficientemente expressivo para demonstrar que o teste 3D Skin Comet pode ser usado como uma nova ferramenta de avaliação in vitro, na esteira dos resultados positivos obtidos com a bateria de testes de genotoxicidade in vitro disponível atualmente para avaliação de substâncias de uso cutâneo. Em última análise, a experiência pretende contribuir para que o teste seja aprovado pelas autoridades regulatórias. A fim de ampliar o banco de dados, nas próximas etapas do teste de validação serão testados outros 22 produtos químicos.

Reprodução da pele humana

Segundo a Henkel, que desenvolveu o modelo de pele Phenion® Full-Thickness, os modelos de pele bioartificial são perfeitamente confiáveis e adaptados ao uso como substratos para um amplo leque de aplicações, pois são construídos com base em células cutâneas humanas, além de estarem organizados em um ambiente tridimensional que reproduz satisfatoriamente a pele humana. O modelo de pele Phenion® Full-Thickness oferece, ao mesmo tempo, uma epiderme (camada mais externa da pele) inteiramente diferenciada e uma derme (camada subjacente) com tecido conjuntivo natural à base de colágeno. Portanto, o modelo apresenta um grande número de propriedades anatômicas e fisiológicas semelhantes às da verdadeira pele humana.

Culturas separadas de modelos de pele Phenion® FT em fase de exposição (...)

Culturas separadas de modelos de pele Phenion® FT em fase de exposição química

"A elaboração de produtos inovadores requer métodos de experimentação confiáveis. Por isso, a Henkel coloca todo o seu empenho para desenvolver novos métodos que permitam avaliar a segurança dos ingredientes", explica o Dr. Dirk Petersohn, diretor de Pesquisa Biológica e Clínica da Henkel Beauty Care. "Os excelentes resultados do estudo representam uma etapa importante rumo ao reconhecimento do teste 3D Skin Comet como método de experimentação oficialmente aprovado", conclui.

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