A busca por ingredientes exclusivos e características únicas está impulsionando as principais casas de fragrâncias a investirem em tecnologias que vão além da extração, focando na própria diversidade botânica.
Após a inauguração, no final de maio, de um campo experimental em Grasse, cidade do sul da França conhecida como a capital mundial da perfumaria, pela LMR Naturals, divisão de ingredientes naturais da IFF (International Flavors & Fragrances), a Mane anunciou o lançamento de seu próprio projeto de inovação agronômica.
O grupo firmou parceria com Sébastien Rodriguez, agricultor da região de Grasse, filho de um produtor de rosas centifolia e membro fundador da associação Les Fleurs d’Exception du Pays de Grasse (Flores Excepcionais do Pays de Grasse), para criar um jardim experimental dedicado ao avanço da pesquisa, à promoção da troca de conhecimento e ao fomento da inovação em plantas aromáticas e fragrâncias.
Explorações botânicas
Segundo a Mane, esta parceria reflete um compromisso com a preservação do patrimônio agrícola da região de Grasse, ao mesmo tempo que explora novos caminhos para o futuro das matérias-primas naturais. O jardim foi concebido como um espaço para transmitir o emblemático patrimônio floral e vegetal da região e como um centro de pesquisa e experimentação com novos híbridos, técnicas inovadoras de extração e práticas agrícolas aprimoradas.
O jardim abrigará uma ampla gama de plantas e variedades emblemáticas da região de Grasse (rosa, jasmim, tuberosa, etc.), além de abrir caminho para novas explorações botânicas. Diversos híbridos desenvolvidos em colaboração com importantes institutos científicos serão cultivados e avaliados quanto às suas propriedades olfativas.
“Essa abordagem científica aprofundará nossa compreensão de como as fragrâncias naturais se formam e evoluem, além de apoiar a seleção de variedades especialmente ricas em compostos aromáticos. O jardim servirá como um verdadeiro espaço de exploração, onde botânica, cultura científica, agronomia, química e criação olfativa se unem para moldar os perfumes do futuro”, explica a Mane em um comunicado à imprensa.
Neste laboratório a céu aberto, as equipes agronômicas da Mane observarão os ciclos de crescimento, analisarão a composição de moléculas aromáticas e avaliarão a influência do solo, do clima e das práticas de cultivo na expressão olfativa de espécies botânicas.
O grupo também planeja explorar práticas de agricultura regenerativa com o objetivo de restaurar a fertilidade do solo, aumentar a biodiversidade e melhorar a resiliência das culturas às mudanças climáticas.
O local servirá ainda como campo de testes para diversas técnicas de extração de matéria-prima, incluindo o sistema de enfleurage redesenhado da Mane, o E-Pure Jungle Essence. Graças à instalação de um laboratório móvel diretamente nos campos, será possível realizar extrações de plantas recém-colhidas, preservando assim toda a riqueza e sutileza de seus perfis olfativos.



















