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Edição: Brasil
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Embalagem e design

Plástico produzido com cana-de-açúcar brasileira pela Braskem já é usado por mais de 150 marcas no mundo

O Boticário, Neutrox e Shiseido estão entre as empresas de cosméticos que já aderiram às embalagens de “plástico verde”.

Gustavo Sergi, diretor de químicos renováveis da Braskem

Gustavo Sergi, diretor de químicos renováveis da Braskem

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo. Com 11 milhões de toneladas ao ano, está atrás apenas de EUA, China e Índia, segundo estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgado no mês de abril. O país também é um dos que menos recicla este tipo de resíduo, com uma taxa de pouco mais de 1%.

A poluição gerada pelo descarte irregular do plástico é uma preocupação mundial, já que ele pode levar até 100 anos para se decompor na natureza, de acordo com a WWF. Mas o impacto do plástico no meio ambiente começa já na extração de matérias-primas e no seu processo de produção, uma vez que a maioria dos polietilenos têm origem fóssil, como o petróleo e o gás natural.

Desde 2007, a companhia petroquímica brasileira Braskem vem trabalhando com uma alternativa mais sustentável: um plástico elaborado a partir do etanol da cana-de-açúcar. “O plástico verde é o primeiro de fonte renovável do mundo”, afirma Gustavo Sergi, diretor de químicos renováveis da Braskem. “Seu principal diferencial é a contribuição para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, pois captura gás carbônico durante seu processo produtivo”. Dados da empresa apontam que cada tonelada de polietileno verde produzida corresponde a mais de três toneladas de CO2 retiradas da atmosfera.

O produto patenteado pela Braskem substitui os plásticos convencionais, não havendo necessidade de investimento em novas máquinas de conversão. “O polietileno verde possui as mesmas propriedades técnicas, desempenho e versatilidade de aplicações do plástico de origem fóssil”, diz Sergi. As soluções atualmente fabricadas estão distribuídas entre famílias de PEAD (polietileno de alta densidade), PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno de baixa densidade linear), podendo atender aos mais diversos segmentos da indústria.

Com capacidade para produzir 200 mil toneladas ao ano, a planta industrial de plástico verde, localizada no Rio Grande do Sul, já exporta para países da América do Sul, América do Norte, Ásia e Europa. “Mais de 150 marcas espalhadas pelo mundo já utilizam o produto em suas embalagens plásticas”, conta Sergi.

Entre empresas da cadeia de higiene pessoal e cosméticos, ele cita as brasileiras O Boticário e Neutrox. Fora do país, a Shiseido e a BullDog, focada no mercado masculino. “O consumidor final pode reconhecer o plástico verde a partir do selo I’m green™, conquistado pelas marcas que adotaram o material renovável em seus produtos”, explica o diretor da Braskem.

A petroquímica trabalha em outras soluções verdes. “Nosso investimento em pesquisa e inovação conta com a parceria de universidades, centros de pesquisa e empresas privadas, tendo foco em tecnologias que resultem em alternativas de fonte renovável”, afirma Sergi, que revela que o plástico verde gerou também outros produtos sustentáveis. “Os estudos de sua aplicação nos levaram, por exemplo, a uma família de resinas de EVA (copolímero de etileno e acetato de vinila), também produzidas a partir da cana-de-açúcar, que podem ser usadas nos setores calçadista, de artigos esportivos, automotivo, construção civil, entre outros”.

O diretor destaca ainda o início da operação de uma unidade de demonstração pioneira no desenvolvimento de monoetilenoglicol (MEG) a partir do açúcar. A matéria-prima é empregada na indústria têxtil e, principalmente, na fabricação de garrafas PET. A expectativa é grande. Basta lembrar que, a cada minuto, um milhão de garrafas plásticas são vendidas em todo o mundo, de acordo com levantamento de 2016 da Euromonitor.

Renata Martins

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