As negociações para uma possível fusão entre a The Estée Lauder Companies e a Puig chegaram ao fim, anunciaram os dois grupos nesta quinta-feira, 21 de maio.

Em 23 de março de 2026, as empresas haviam confirmado conversas sobre uma operação que poderia criar a nova líder global em beleza de luxo e a terceira maior companhia do setor de beleza no mundo.

Os executivos das duas companhias afirmaram ter conduzido negociações construtivas e destacaram que seguirão concentrados nas estratégias de crescimento independentes de cada grupo.

“Hoje, reiteramos nossa confiança no poder de nossas incríveis marcas, em nossas equipes talentosas e em nossa força como empresa independente”, declarou Stéphane de La Faverie, presidente e CEO da The Estée Lauder Companies.

José Manuel Albesa, CEO da Puig, ressaltou que o grupo catalão mantém “uma trajetória de crescimento robusta, acima da média do mercado de beleza premium”.

Destacando a solidez do grupo, fundado em 1914, ele afirmou que a Puig continuará adotando “uma abordagem altamente seletiva e orientada para a criação de valor em fusões e aquisições”, com o objetivo de seguir fortalecendo e complementando seu portfólio.

A Puig, dona de marcas como Paco Rabanne e Jean Paul Gaultier, registrou lucro líquido ajustado de quase 600 milhões de euros em 2025, com receita superior a 5 bilhões de euros.

Já a Estée Lauder — proprietária de marcas como La Mer, Clinique, MAC e Bobbi Brown — alcançou receita de US$ 4,23 bilhões entre outubro e dezembro, enquanto seu lucro líquido no período somou US$ 162 milhões. O grupo americano vem se recuperando após enfrentar vários trimestres consecutivos de desempenho desafiador.

Em fevereiro de 2025, o grupo Estée Lauder anunciou um plano de reestruturação com custo estimado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,6 bilhão antes dos impostos, prevendo a eliminação de 5.800 a 7.000 postos de trabalho até o fim de 2026.