A Labotrat foi fundada pela farmacêutica industrial Raquel Carvalho em 2012 na cidade de Fortaleza (CE). A marca de cuidados com a pele começou pequena mas, quatro anos depois, a demanda já ultrapassava sua capacidade produtiva. A CEO expandiu então a empresa e inaugurou um novo parque fabril na cidade de Eusébio, vizinha da capital cearense, que produz atualmente 200 mil unidades/dia para abastecer os 100 mil pontos de venda onde está presente.

A marca construiu sua trajetória no varejo, que responde por mais de 90% de suas vendas até os dias de hoje, com destaque para lojas especializadas de cosméticos (30%), farmácias (30%) e canal alimentar (20%). Agora, o mercado online começa a ganhar mais importância dentro do negócio, com o lançamento de e-commerce próprio e investimentos para acelerar sua presença digital.

Por questão estratégica, a Labotrat preferiu primeiro ampliar toda a capilaridade no mundo físico, que é mais complexo e trabalhoso. Agora, com a distribuição organizada, com os produtos nas prateleiras das perfumarias, farmácias, supermercados e lojas de departamento de todo o Brasil, nós partimos para o multicanal, com nosso e-commerce, lojas oficias no Mercado Livre e Amazon Shopping e presença no TikTok Shop”, afirma André Rios, diretor comercial e de marketing.

Em três anos, 30% do faturamento deve vir do ambiente digital

Ele fala que o objetivo é permitir que o consumidor encontre os produtos da marca onde quiser ou necessitar, além de apresentar todo o portfólio da Labotrat e ampliar as vendas. “Imaginamos que, ao final de um ano, o e-commerce represente 10% do nosso faturamento, mas as projeções futuras, para os próximos três anos, são de que 30% do total das vendas seja proveniente de e-commerce, marketplaces e live shops.

A marca, que teve receita de R$ 230 milhões em 2025, pretende atingir o faturamento de R$ 1 bilhão em cinco anos. “Esse plano vem com várias frentes, incluindo a implantação no ambiente digital, o avanço no mercado nacional, principalmente nos canais farma e alimentar, e também nossa expansão internacional”, cita Rios.

No começo de 2025, a Labotrat deu início ao seu projeto de internacionalização. “Atualmente, estamos no Paraguai, Peru e Argentina, mas estamos em fase de registros e temos distribuidores selecionados até o México. Até o final deste ano, já devemos estar em operação em todos os países da América Latina e aí saltamos para a Europa”.

Marca prevê presença em toda a União Europeia até o final de 2026

O executivo conta que a marca entrará na Europa por meio de um distribuidor em Portugal. “Um primeiro container está a caminho e temos mais dois programados até junho. Já fechamos com algumas redes de Portugal e Espanha e a previsão é de que até o final de 2026 estejamos em toda a União Europeia.” Oriente Médio, Estados Unidos e alguns países da África também estão no radar da marca. “Acreditamos que o mercado internacional possa representar entre 25% e 30% do faturamento nos próximos cinco anos”, ele acrescenta.

A Labotrat conta com 300 SKUs no portfólio, que é dividido em diferentes submarcas, como Dermo Skin, de dermocosméticos, Dermo Sun, de proteção solar, e LabPop, de cuidados com a pele para as gerações Z alfa. “Temos outros lançamentos previstos, incluindo complementos de linhas e novas submarcas”. A previsão é de que a fábrica de Eusébio atinja sua capacidade máxima de produção de 350 mil unidades/dia até 2030.

Atualmente, a marca é líder na categoria de esfoliantes no Brasil, com 70% do market share, e ocupa a terceira posição em limpeza facial. “Somos a primeira empresa brasileira a liderar uma categoria de cuidados com a pele no Brasil, segmento que é dominado pelas multinacionais no país. Isso nos dá muito orgulho e também energia para trabalhar outras categorias, conseguir mais participação de mercado e poder proporcionar para o público brasileiro um cosmético com muita qualidade e a um preço que ele possa colocar em sua cesta diária de produtos.