A família Arnault, controladora do gigante do luxo LVMH, planeja simplificar sua estrutura societária para "garantir a continuidade do controle" sobre o grupo. A reorganização proposta prevê a fusão de diversas holdings em uma única entidade que passará a controlar a LVMH.
A nova empresa, que se chamará Agache, deterá uma participação direta na LVMH equivalente a 49,76% do capital social e 65,55% dos direitos de voto. A operação consolidará a maior parte da participação da família Arnault no grupo, totalizando 50,33% do capital social e 66,27% dos direitos de voto.
Bernard Arnault, CEO da LVMH, permaneceria no comando do grupo.
Após apresentar a proposta em uma assembleia geral extraordinária da Christian Dior, principal acionista da LVMH, em dezembro, a família Arnault lançará uma oferta pública de aquisição, integralmente em dinheiro, pelas ações remanescentes da Christian Dior que ainda não detém, equivalentes a 2,44% do capital social da empresa.
A simplificação da estrutura ocorre em meio às persistentes especulações sobre a sucessão de Bernard Arnault. Na assembleia geral anual da LVMH, realizada em abril, o presidente e CEO, de 77 anos, evitou comentar o tema. Em 2025, o grupo alterou seus estatutos para elevar de 80 para 85 anos o limite de idade para o cargo de diretor executivo.
Os cinco filhos de Arnault ocupam funções no maior grupo de luxo do mundo. Quatro integram o conselho de administração da LVMH, e dois deles — Antoine Arnault e Delphine Arnault — também fazem parte do comitê executivo.
Em um cenário de desaceleração global do mercado de luxo, a LVMH foi recentemente ultrapassada pela gigante de cosméticos L’Oréal como a empresa de maior valor de mercado da bolsa francesa.
















