A gigante alemã de cosméticos Beiersdorf anunciou, na segunda-feira, 3 de agosto, uma revisão para baixo de suas metas anuais, em razão da recuperação decepcionante de sua principal marca, a Nivea. O grupo informou que irá acelerar o plano de retomada da marca.

No primeiro semestre do ano, o segmento de Dermatologia, que reúne as marcas Eucerin e Aquaphor, voltou a apresentar desempenho superior, com crescimento orgânico de vendas de 7,8%, impulsionado pela inovação e pela expansão para novos segmentos de mercado. Em contrapartida, a Nivea continuou enfrentando dificuldades, com queda de 6,8% nas vendas.

A Beiersdorf agora prevê uma queda orgânica de vendas de “alguns pontos percentuais” em 2026, enquanto anteriormente projetava vendas estáveis ou com leve crescimento.

O grupo atribui essa revisão a um mercado global de cuidados com a pele ainda desafiador, bem como aos efeitos da crise no Oriente Médio sobre a confiança dos consumidores, os níveis de consumo e os custos de produção.

Diante desse cenário, a Beiersdorf pretende acelerar o plano de recuperação da Nivea, com foco na retomada do crescimento, especialmente por meio do fortalecimento de sua presença nos mercados locais. Em termos mais amplos, o grupo planeja investimentos adicionais em sua divisão de Consumer nos próximos 18 meses.

“O primeiro semestre de 2026 evidenciou tanto a força do nosso portfólio quanto as áreas em que precisamos avançar. Nossas marcas de dermatologia seguem superando o mercado ano após ano, e a La Prairie voltou a crescer no segundo trimestre. A Nivea ainda enfrenta desafios, apesar dos sinais positivos gerados pelas medidas de reequilíbrio implementadas no ano passado. Vamos acelerar a retomada por meio de um plano de recuperação de 18 meses, voltado ao fortalecimento da competitividade da marca em diferentes categorias, mercados e segmentos de consumidores. Para sustentar essa estratégia, ampliaremos os investimentos na marca”, afirma Vincent Warnery, CEO da Beiersdorf.

No entanto, a empresa ressalta que esses investimentos, somados ao aumento contínuo dos custos de produção, devem “pressionar a lucratividade em 2026”.

Os resultados do segundo trimestre refletem esse cenário desafiador: as vendas orgânicas da divisão de Consumer recuaram 3,3%, contribuindo para uma queda de 2,3% nas vendas do grupo.

Apesar dessas dificuldades, a Beiersdorf reitera sua meta de voltar a crescer já em 2027 e de elevar sua rentabilidade a partir de 2028.