A LVMH, maior grupo de luxo do mundo, anunciou nesta segunda-feira, 13 de outubro, um leve crescimento das vendas no terceiro trimestre, apesar do impacto da desaceleração na China sobre sua divisão de moda e artigos de couro.

O grupo, que reúne marcas como Louis Vuitton, Dior e Celine, além da Moët & Chandon o Hennessy, registrou receita de 18,5 bilhões de euros (US$ 20,6 bilhões) nos três meses encerrados em setembro.

As vendas cresceram 1,2% no período, acima da alta marginal de 0,1% registrada no segundo trimestre. No primeiro trimestre, o grupo havia registrado uma queda de 6%.

“Graças à diversificação de seus negócios, a LVMH manteve-se muito sólida em um cenário de incertezas geopolíticas e econômicas”, afirmou o grupo em comunicado.

Apesar disso, as vendas da divisão de moda e artigos de couro recuaram 5% no terceiro trimestre, desconsiderando os efeitos cambiais e as mudanças no perímetro dos negócios. Segundo a empresa, o segmento foi “afetado pela desaceleração da demanda na China”.

A imagem da Louis Vuitton no país também foi abalada após a marca processar uma empresa chinesa de chá por suposta cópia de seu logotipo. Embora tenha vencido a ação, a grife enfrentou uma onda de críticas nas redes sociais e apelos ao boicote. A queda no segmento de moda e artigos de couro interrompe a recuperação registrada no segundo trimestre, quando a divisão voltou a crescer após dois anos de retração.

Em contrapartida, a divisão de varejo seletivo da LVMH, que inclui a rede de perfumaria e cosméticos Sephora, registrou crescimento de 8% nas vendas. Os segmentos de relógios e joias e de vinhos e bebidas alcoólicas avançaram 6% cada.

Já a divisão de Perfumes e Cosméticos manteve-se estável em termos orgânicos nos primeiros nove meses de 2026, com alta de 1% no terceiro trimestre.

Desde o início do ano, as ações da LVMH acumulam queda de 40%. Com isso, o grupo perdeu para a L’Oréal a liderança em valor de mercado entre as empresas do índice CAC 40, da Bolsa de Paris.