Em 2026, o Hinode Group deu lugar ao SALC Group. “Desde 2022, a companhia já vinha trabalhando numa estratégia de expansão, mas que preservasse a Hinode como principal negócio e o canal de vendas diretas”, afirma Sabrina Pinho, diretora de marketing e produtos global do SALC Group.
Para a executiva, a marca de beleza criada em 1988 tem muitas oportunidades de crescimento. “A venda direta ainda é muito relevante no Brasil. Nós temos cerca de 600 mil consultores, enquanto concorrentes estão na casa de 1.5 milhão. Ou seja, há um enorme espaço para avançarmos no canal”.
Ao mesmo tempo, a Hinode amplia sua presença no varejo físico, com previsão de abertura de 120 franquias nos próximos dois anos, e começa a investir no comércio digital. “Até dezembro do ano passado o digital era 0,8% do nosso faturamento, porque existia muito conflito de canal. Nós tínhamos que ser muito cuidadosos e desenvolver uma estratégia muito bem amarrada”, aponta Pinho.
A receita atual da Hinode se aproxima de R$ 1 bilhão, mas já chegou a ser de quase R$ 2 bilhões. “Nós não conseguimos mais chegar a esse patamar. O mercado mudou e nós entendemos que precisávamos buscar outras fontes de oportunidade e conversar com novos consumidores através de outros canais. Para isso, era necessário termos um novo portfólio de marcas”.
Oulab, nova marca de perfumaria de nicho, nasce digital e independente da Hinode
Assim foi lançada no mês de agosto a Oulab, marca de perfumaria de nicho, que já nasceu digital e totalmente independente da Hinode. “A perfumaria é muito importante no segmento da beleza e vamos um forte crescimento no segmento prestige. Os consumidores brasileiros estão investindo cada vez mais em um guarda-roupa olfativo e buscando fragrâncias novas e únicas, o que nos leva a acreditar em um grande ‘white space’ no mercado”, afirma a diretora.
Com composições complexas, unissex e construídas a partir da relação entre perfume, emoção e estado de espírito, as fragrâncias são co-criadas com casas como Robertet, Symrise e IFF. Até o momento, o portfólio tem oito versões de deo parfum em frascos de 100ml e 30ml. Segundo Pinho, a marca está aberta a outras categorias que estimulem a sinestesia, como velas, sabonetes e hidratantes corporais.
O maior crescimento do SALC Group, no entanto, deve vir de outra vertical recém-apresentada pela companhia: uma aceleradora de negócios. “É como se fosse uma mini casa de marcas dentro dessa grande casa de marcas que é o grupo. Nessa nova vertical vamos trabalhar a inovação em várias esferas, podendo ser em produção, distribuição, ou desenvolvimento.”
Fábrica tem potencial para aumentar em dez vezes sua capacidade atual
A executiva fala que a fábrica do grupo tem potencial para aumentar em dez vezes sua capacidade atual. “Dá para crescer com Hinode, com Oulab e ainda atender outros parceiros, lembrando também que temos logística pronta para oito países”.
A ideia do novo negócio veio com Aura Beauty, marca de perfumação e radiância, que tem a influenciadora Jade Picon como fundadora. “Atualmente, a marca tem outros parceiros de desenvolvimento, mas o primeiro ano de Aura Beauty foi no nosso canal. A venda direta financiou sua chegada no digital. Agora ela é uma marca insurgente, com grande participação no digital. Nós vimos isso acontecer e decidimos repetir, mas com alguns aprendizados. Nós acreditamos muito nesse espaço e a expansão digital é hoje nosso principal objetivo.”
Com a aceleradora de negócios, o SALC Group quer alcançar a meta de triplicar de tamanho até 2030 e sua nova aposta é a marca de perfumação corporal Oh my bee. Criada em parceria com o Natalia Beauty Group, da empresária do ramo de beleza e estética Natalia Martins, ela chega ao mercado com body splash e hidratante corporal da coleção Vanilla Powder.
Pinho explica que a Oh my bee, voltada às gerações Z e Millennial, começa exclusivamente no digital, com e-commerce dentro do ambiente do SALC Group. “Mas estamos trabalhando para que a marca tenha loja própria e todo o processo logístico próprio. Hoje ela ainda bebe das esteiras da Hinode, mas a ideia é que fique cada vez mais independente e podemos pensar até em quiosques para a marca. Mas vamos esperar o crescimento do portfólio.”





















