As ações da Procter & Gamble (P&G) dispararam nesta quinta-feira, 22 de outubro, após o grupo anunciar crescimento generalizado das vendas, apesar do aumento da pressão inflacionária sobre os consumidores de produtos de higiene pessoal.
Dona de marcas como Tide, Bounty, Gillette, Pampers, Pantene, Head & Shoulders, Oral-B e SK-II, a P&G registrou crescimento de vendas entre 3% e 6% em todas as suas divisões. Os volumes também avançaram em três das cinco divisões do grupo.
No primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, o lucro permaneceu estável em US$ 4,7 bilhões, enquanto a receita cresceu 4%, alcançando US$ 23,3 bilhões.
O diretor financeiro, Andre Schulten, classificou os resultados como um “ótimo começo” de ano, mas ressaltou que “o consumidor é a variável-chave”.
A P&G elevou ligeiramente sua previsão de crescimento das vendas anuais para uma faixa de 2% a 4%, um ponto percentual acima da estimativa anterior, após a aquisição da empresa de suplementos nutricionais Thorne.
Ao mesmo tempo, o grupo agora prevê um impacto de US$ 1,4 bilhão em 2027 devido à alta dos custos de matérias-primas, energia e transporte, ante a estimativa anterior de US$ 1 bilhão.
Segundo Schulten, os consumidores têm demonstrado resiliência, mas seu comportamento nos próximos meses continua incerto.
“Estamos observando os preços dos combustíveis e da gasolina em todo o mundo, que estão provocando turbulências”, afirmou. “Basta olhar para a França e para o cenário nos Estados Unidos. Há, portanto, uma pressão clara sobre os consumidores no curto prazo.”
As projeções da P&G situam-se entre dois cenários: um mais otimista, que prevê crescimento mais forte, e outro mais pessimista, que considera um impacto maior sobre as vendas.
“Até agora, o consumidor tem se mantido firme”, concluiu Schulten. “Não sabemos se isso vai continuar.”
















