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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Em que partes do corpo as mulheres chinesas e brasileiras estariam dispostas a investir mais?

Living Beauty, o mais recente estudo da divisão de beleza cosmética do Ifop (Instituto Francês de Opinião Pública), analisa dois grandes mercados de massa: China e Brasil. O Instituto interrogou 600 mulheres brasileiras e chinesas com idade entre 18 e 55 anos, a fim de identificar seus diversos perfis, os pontos em comum entre os dois países e as questões estéticas que preocupam as consumidoras.

Embora a relação estabelecida com a beleza varie de um país a outro - no Brasil ela evoca prazer e sensualidade, enquanto na China está associada a controle e inocuidade - vários elementos coincidem no perfil das consumidoras dos dois países.

Laure Friscourt, diretora da divisão Beleza e Grande Consumo do Ifop, revela que, segundo o estudo, o mercado chinês de cosméticos se caracteriza por rápida evolução e crescente sofisticação dos produtos. Em destaque, os produtos antissinais, que representam 60% a 70% desse mercado, bem como o número cada vez maior de marcas locais posicionadas no segmento de luxo. Em razão dos efeitos extremamente negativos da poluição, as mulheres chinesas buscam produtos naturais e, acima de tudo, querem ter a garantia de usar produtos sem efeitos adversos.

Essa busca é também uma característica das mulheres no Brasil, país que possui a maior reserva de matérias-primas e princípios ativos para cosméticos. Com uma abordagem única em matéria de higiene e beleza corporal, o Brasil, com sua grande diversidade étnica, é também o reino encantado dos cabelos. A exemplo da China, o mercado brasileiro conta com um número crescente de produtos classe A e atende a consumidoras ávidas por conselhos na área de cosméticos.

No Brasil, a beleza tem como pano de fundo a busca pelo bem-estar e/ou pelo convívio social, enquanto que, na China, a beleza é geralmente associada à busca por status, embora nunca se distancie do equilíbrio "saúde por dentro / beleza por fora".

Seis perfis

O estudo identificou seis perfis de mulheres nos dois países, abrangendo desde pessoas extremamente preocupadas com beleza – mulheres capazes de tudo por um resultado perfeito, presentes em grande número no Brasil – até grupos com motivação oposta, focados na saúde e na vida natural, que representam 21% das mulheres chinesas. No centro dessa categorização, dois perfis interessantes apresentam uma relação ainda imatura com a beleza. Esse fenômeno é mais acentuado na China, onde representa 25% das mulheres.

Barriga, fonte de insatisfação

O estudo pesquisou que partes do corpo deixam as mulheres mais satisfeitas ou menos satisfeitas, e em que áreas do corpo estariam mais dispostas a investir. As respostas revelam os setores aos quais as marcas de cosméticos devem se dedicar prioritariamente.

Como já era de se esperar, no Brasil salta aos olhos a importância dos cabelos, enquanto que, na China, o mais importante é o olhar. Por outro lado, as brasileiras entrevistadas responderam que a parte do corpo na qual estariam dispostas a investir mais é a barriga – que registrou 58% no placar das respostas, seguindo-se os cabelos (40%) e a parte inferior do corpo (nádegas e pernas). As chinesas, ao contrário, se dizem dispostas a investir mais na parte superior do corpo: 70% das entrevistadas mencionam o rosto e 30%, o busto e decote.

Essas perspectivas opostas podem ser explicadas pelas diferenças no modo de vida e na cultura, mas elas também ocultam uma preocupação presente em ambos os países. Embora "ainda" não se declarem dispostas a investir mais para ter a barriga negativa dos sonhos, as mulheres chinesas, em sua maioria, também se dizem insatisfeitas com essa parte do corpo.

Um estudo realizado em abril de 2013 pelo Ifop junto a mulheres russas e francesas revelou esse mesmo tipo de preocupação. A barriga foi citada em primeiro lugar por 52% das francesas e por 40% das russas.


Kristel Milet
Tradução: Maria Marques

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