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Edição: Brasil
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Ambiente

Microesferas de plástico: proibição na França e no Reino Unido

Na esteira da proibição votada na França no final de julho, o Reino Unido propôs banir o uso de microesferas de plástico em cosméticos, a fim de evitar a contaminação do ambiente marinho.

O Ministério britânico do Meio Ambiente, da Alimentação e de Assuntos Rurais (DEFRA) confirmou sua intenção de proibir a fabricação de cosméticos que contenham microesferas de plástico.

É bem possível que, no final das contas, as leis nacionais de proibição de (...)

É bem possível que, no final das contas, as leis nacionais de proibição de microesferas de plástico, que não têm uma coordenação única no plano europeu, sejam totalmente inúteis.

"Não tem sentido nenhum inserir plásticos em produtos para limpeza do rosto e em esfoliantes corporais, se já existem alternativas inofensivas. Essa é a próxima etapa na luta contra a presença de microplásticos nos oceanos (…). É um grande prazer trabalhar esse tema com representantes da indústria e de associações de proteção do meio ambiente. O governo assumiu o firme compromisso de ser a primeira geração a deixar o meio ambiente em condições melhores do que o legado de seus antecessores. Juntos, vamos erradicar o uso desse material nocivo que infesta nossos oceanos", explica Andrea Leadsom, Secretária de Estado do Meio Ambiente.

Até o final do ano, uma consulta será lançada.

Proibição a partir de janeiro de 2018 na França

O anúncio foi feito depois de a França ter promulgado, em julho passado, a Lei de Biodiversidade, que proíbe o uso de microesferas de plástico em produtos cosméticos a partir de janeiro de 2018 [1].

Conscientização internacional

As iniciativas dos dois países acompanham um movimento internacional de proibição do uso de microesferas de plástico. Muitas empresas já estão se adiantando e tomando providências para eliminar esse ingrediente que contamina o meio ambiente marinho. A indústria europeia de cosméticos anunciou, em outubro de 2015, que essas substâncias seriam retiradas de seus produtos até 2020.

Os fabricantes têm avançado a grandes passos nessa seara e a maioria provavelmente terá concluído o trabalho de reformulação antes do prazo máximo recomendado. A L’Oréal, por exemplo, informou recentemente que a reformulação de todas as suas linhas de produtos será finalizada até o final de 2016.

É bem possível que, no final das contas, as leis nacionais de proibição de microesferas de plástico, que não têm uma coordenação única no plano europeu, sejam totalmente inúteis.

Segundo a associação britânica de fabricantes de cosméticos, perfumes e produtos de higiene (CTPA), o Reino Unido já registra uma redução de 70% no uso de microesferas de plástico em produtos cosméticos e deve atingir um nível próximo de zero até o final de 2018.

Vincent Gallon
(Tradução: Maria Marques)

Observações

[1Lei n° 2016-1087 de 8 de agosto de 2016, relativa à reabilitação da biodiversidade, da natureza e da paisagem (artigo 124), publicada em 9 de agosto de 2016 no Jornal Oficial n° 0184 da República Francesa.

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