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Empresas e indústria

"L’Occitane au Brésil apresenta alto potencial de exportação", afirma Nicolas Geiger, diretor-geral da L’Occitane no Brasil

O Grupo l’Occitane acaba de divulgar o lucro líquido do primeiro semestre de 2016: 26,4 milhões de euros. Com crescimento de 20,5%, o Brasil é o país em que a empresa registra maior expansão. Nicolas Geiger, diretor-geral da filial brasileira, explica que, apesar da estagnação do mercado, essa dinâmica se deve, em parte, ao sucesso da L’Occitane au Brésil, jovem marca desenvolvida localmente que vem progressivamente conquistando espaço no país. Esse elemento poderá ser decisivo para que o Grupo cumpra a meta de transformar o Brasil em um de seus principais mercados.

Nicolas Geiger, diretor-geral da L'Occitane do Brasil

Nicolas Geiger, diretor-geral da L’Occitane do Brasil

Brazil Beauty News – Qual a sua avaliação sobre o desempenho das marcas do Grupo no Brasil?

Nicolas Geiger – A L’Occitane en Provence, marca atualmente bem implantada no país, continua crescendo: 10% no ano passado e provavelmente um nível equivalente em 2016. Trata-se de um bom resultado, se levarmos em conta que o número de lojas permaneceu estável. A rede comercial já conta com uma centena de lojas. Considerando o número de shoppings de luxo existentes no país, seria difícil abrir novas unidades. Em compensação, o número de pontos de venda da L’Occitane au Brésil deu um salto. Até o final de dezembro, devemos inaugurar cerca de 50 unidades. Em março de 2017, alcançaremos o marco de 180 pontos de venda, sendo 150 quiosques e cerca de 30 lojas.

Brazil Beauty News – Como explicar esse desempenho em um mercado debilitado pela crise?

Nicolas Geiger – Estamos entre as três maiores empresas de cosméticos premium no Brasil, mas não podemos esquecer que esse segmento representa 5% do mercado total de beleza e que nesse nicho a concorrência é menos acirrada. Com apenas 5% a 10% de participação no segmento, ainda somos pequenos – e uma empresa pequena sempre cresce com mais facilidade.

Brazil Beauty News – Com o crescimento da rede de lojas e a reestruturação do modelo de varejo, feita em colaboração com a agência Cent Degrés, em que medida a expansão da L’Occitane au Brésil tem contribuído para esses resultados?

Nicolas Geiger – A L’Occitane au Brésil tem crescido 100% ao ano. Apesar de o mercado ter registrado crescimento negativo de 5%, registramos um bom desempenho. Temos observado que a marca é muito bem aceita no país. Lançamos a L’Occitane au Brésil para dispor de uma solução que não dependesse unicamente de produtos importados, mas que fosse também uma homenagem a toda a cultura em torno dos cosméticos brasileiros. O posicionamento de marketing e a oferta de produtos da L’Occitane au Brésil fazem com que o consumidor brasileiro se identifique. Embora tenha raízes no conceito da L’Occitane en Provence, a marca desenvolveu uma identidade própria e reflete uma imagem do Brasil cheia de entusiasmo. Esses elementos são muito importantes nesse momento de crise política e identitária que o país está atravessando. Ainda por cima, a beleza, a riqueza e a cultura do país são exaltadas por nós, que somos "gringos". Os brasileiros apreciam que uma marca estrangeira adote esse tipo de abordagem e sentem até orgulho.

Brazil Beauty News – Quando a L’Occitane au Brésil pretende transpor as fronteiras do país?

Nicolas Geiger – Acreditamos realmente que a marca – e globalmente o Brasil e o conceito feito no Brasil – oferece um alto potencial de exportação. As marcas locais não conseguiram lançar produtos de qualidade nos mercados internacionais. Estamos dispostos a enfrentar esse desafio, mas, antes de cruzar as fronteiras, precisamos nos fortalecer em casa, ou seja, no Brasil, e continuar desenvolvendo uma personalidade própria. Quando a marca alcançar o equilíbrio aqui, poderemos partir para outros países. Estamos abordando o projeto em função das oportunidades. Porém, por enquanto, nosso objetivo principal é fazer da L’Occitane au Brésil uma marca genuinamente brasileira e autônoma nacionalmente.

Brazil Beauty News – Há dois anos, a L’Occitane anunciou como meta transformar o Brasil no maior mercado do Grupo. Atualmente, o país ocupa a sétima posição. O Grupo mantém o objetivo inicial?

Nicolas Geiger – Sim, é verdade que o Brasil é nosso sétimo maior mercado, mas é preciso levar em conta a desvalorização do real. Em moeda local, a expansão ficou entre 30% e 40%. Com 20,5% de crescimento no primeiro semestre de 2016 (abril a outubro), o Brasil responde por 55% da expansão das vendas globais do Grupo.

A meta de posicionar o país como o principal mercado da empresa continua em pauta, mas precisaremos de mais três a cinco anos para alcançá-la. Em contrapartida, é possível que muito em breve o Brasil se posicione entre os três maiores mercados do Grupo, se a L’Occitane au Brésil continuar crescendo nesse ritmo e, quem sabe, começar a exportar.

Entrevista concedida a Kristel Milet
(Tradução: Maria Marques)

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