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Edição: Brasil
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Ambiente

Sustentabilidade: a indústria de cosméticos precisa fazer o dever de casa

A indústria de cosméticos ainda tem muito o que fazer para alcançar um bom nível de sustentabilidade. Essa foi uma das principais conclusões do Sustainable Cosmetics Summit North America. Organizado pelo Organic Monitor no mês passado, o evento reuniu mais de 160 dirigentes em Nova York.

No discurso de abertura do evento, Dominique Conseil, presidente da Aveda, explicou que a indústria de cosméticos precisava "cultivar uma relação diferente com a Terra" e aprender a lidar com a dura realidade ambiental. Palavras semelhantes foram ditas por Chris Kilham, medicine hunter (caçador de ervas medicinais, em tradução livre) e embaixador de sustentabilidade da Naturex: "Entramos na era da empresa responsável, uma era em que os modelos tradicionais não têm mais lugar". Kilham propôs uma abordagem Business To Heart (B2H), com base na qual as marcas de cosméticos seduziriam o público usando a linguagem do coração. Ele incentivou as marcas a adotarem uma estratégia mais personalizada, considerando os clientes como seres humanos e não apenas consumidores.

Apesar das numerosas divergências levantadas, em muitos aspectos os participantes concordaram que é fundamental promover melhorias.

A falta de transparência nas cadeias de abastecimento foi identificada como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento sustentável. Efetivamente, a rastreabilidade dos ingredientes é hoje uma das maiores preocupações da indústria de cosméticos. Os participantes citaram como exemplos o óleo de palma e a madeira de sândalo. A Cúpula evidenciou também as diversas interpretações da noção de sustentabilidade no âmbito da indústria de cosméticos. Enquanto alguns acreditam que cosméticos naturais, abastecimento ético e sustentabilidade são conceitos indissociáveis, outros veem a questão de forma diferente. "Desenvolvimento sustentável requer boas práticas por parte dos agricultores", ressaltou Mike Martinez, CEO da Natural Plant Products. Para a Naturex, por outro lado, é fundamental reduzir o uso de substâncias sintéticas na formulação dos cosméticos, a fim de reduzir a poluição. Já a empresa Kemin afirma que o caminho a seguir é a certificação de culturas sustentáveis.

A importância de ferramentas de medição para a redução do impacto ambiental também foi destaque. A SGS mostrou de que forma esse recurso pode ser usado pelas empresas para reduzir a pegada das embalagens de cosméticos. A Croda explicou como lida com o impacto ambiental, recorrendo a energias renováveis e reduzindo o consumo de água e a quantidade de resíduos descartados em aterro; a empresa declarou também que um quarto da energia utilizada provém atualmente de fontes não fósseis. Por último, Kurt Nuebling, diretor-geral da Primavera, fabricante europeu de cosméticos naturais, incitou as marcas a se interessarem pela construção de prédios que respeitem princípios ecológicos: na fábrica da empresa situada no sul da Alemanha, a taxa de emissão de CO2 é até cinco vezes inferior ao carbono capturado. Esse excelente resultado foi obtido graças ao padrão de construção "verde".

As próximas edições do Sustainable Cosmetics Summit serão realizadas ainda em 2014, nas cidades de São Paulo (10-12 de setembro), Hong Kong (10-11 de novembro) e Paris (24-26 de novembro).

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