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Mercados e tendências

Vendas de protetores solares devem crescer 14% em 2015

Embalagens diferenciadas, maquiagens multifuncionais e produtos que aliam proteção e bronzeado estão entre os destaques da categoria.

A maior conscientização do consumidor em relação aos riscos da exposição da pele ao sol, aliada à prevenção de efeitos indesejados a longo prazo, como rugas, manchas e envelhecimento precoce, está impulsionando o mercado de protetores solares no Brasil.

A Mintel estima que a categoria vai movimentar R$ 2,5 bilhões em 2015 – um crescimento de 14% em relação ao ano passado – e deve atingir vendas no valor de R$ 3,5 bilhões até 2018. Segundo dados da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Brasil é responsável por cerca de 20% do consumo de protetores solares no mundo e 82% na América Latina.

Luciana Ignez, analista de mercado da Nielsen

Luciana Ignez, analista de mercado da Nielsen

Outro fator que vem contribuindo para a expansão do segmento é a redução dos preços, por meio da diminuição ou eliminação das taxas que incidem sobre a categoria. “Estamos sensibilizando as autoridades sobre os benefícios da redução dos impostos para que a população possa ter mais acesso ao produto”, afirma João Carlos Basilio, presidente da ABIHPEC. Um exemplo é o estado do Rio de Janeiro que, em 2014, reduziu o preço de protetores solares com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30 ao incluí-los na cesta básica, reduzindo o ICMS de 18% para 7%. O IPI incidente sobre o produto, que chegou a 77% nos anos 1990, atualmente é zero.

Apesar do crescimento médio anual de cerca de 20% nos últimos 13 anos, segundo o Euromonitor, ainda há muito espaço para expansão. “Em 2014, apenas 23,4% dos lares brasileiros consumiram protetores solares e o volume de compra foi baixo – cerca de 200 ml por lar”, afirma Luciana Ignez, analista de mercado da Nielsen.

De olho nesse potencial, o setor aposta em novos produtos para manter as vendas em alta após o verão. “O segmento que mais cresce é o de proteção (FPS > 15). Itens com FPS < 15, que detinham 8,9% do mercado em 2012, passaram a ter 6,6% em 2014”, diz Ignez. “Produtos que aliam proteção e bronzeamento também vêm se destacando”.

Segundo Tatiana Ponce, diretora de marketing da BDF Nivea, a cultura da pele bronzeada como sinônimo de beleza e saúde ainda é forte no país. “Proteção já é palavra-chave para os brasileiros que se expõem ao sol, mas o bronzeado ainda é muito importante”. As linhas Protect & Bronze (BDF Nivea), Efeito Dourado (Cenoura & Bronze) e Sundown Gold (J&J) prometem proteger dos efeitos nocivos do sol, além de proporcionar um bronzeado duradouro e saudável.

Tatiana Ponce, diretora de marketing da BDF Nivea

Tatiana Ponce, diretora de marketing da BDF Nivea

No quesito embalagem, dados da Nielsen revelam que sprays e aerossóis estão entre as categorias que mais crescem – a participação no segmento subiu de 3,2% para 5,7% nos últimos dois anos. “Embora as loções ainda detenham a maior fatia do mercado, embalagens e modelos de aplicadores práticos e diferenciados vêm atraindo mais consumidores”, afirma Ponce, que cita a linha Nivea Sun Protect & Fresh como exemplo. Nas versões FPS 30 e 50, o spray aerossol de rápida absorção contém mentol e garante uma sensação refrescante à pele.

A maquiagem multiuso também segue entre as principais tendências no Brasil. “Mais de 60% das maquiagens já incorporaram um fator de proteção solar em sua composição”, diz Basilio. Segundo pesquisa encomendada pela ABIHPEC à Mintel, 63% das consumidoras consultadas utilizam maquiagem com protetor solar. O mesmo percentual se aplica ao uso de hidratante facial com FPS.

A expectativa é que os protetores solares mantenham seu patamar de crescimento e sigam o movimento de embalagens maiores e um consumo crescente de fatores de proteção mais elevados”, prevê Ignez. Para estimular o uso do produto, um projeto de lei em tramitação no Senado Federal, prevê a inclusão do item na lista de medicamentos do programa Farmácia Popular. Se aprovada, a medida vai reduzir ainda mais seu custo para o consumidor final.

Fernanda Bonifacio

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