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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Obsessão pela própria imagem dinamiza vendas de maquiagem no Brasil

Embora a economia do país não esteja em seus melhores dias, o mercado brasileiro de beleza vem crescendo em ritmo acelerado. "Na população de jovens brasileiras, o desejo de ser bela é mais forte que a recessão", constata a Canadean em mais um estudo de mercado.

O mercado de maquiagem no Brasil, que em 2013 movimentou 7,1 bilhões de reais, alcançará 13,4 bilhões de reais no final de 2018, prevê a Canadean em uma recente pesquisa [1]. Apesar do marasmo que paira sobre o resto da economia brasileira, que encolheu em três dos últimos quatro trimestres, o dinamismo do mercado de beleza e produtos cosméticos manteve-se firme e forte. "Isso prova que o mercado de maquiagem está em pleno crescimento no país, inclusive nas regiões mais pobres, mesmo nos períodos em que a confiança do consumidor está em baixa", explica a agência de pesquisas de mercado.

Desejo de ser bela

Segundo a Canadean, o típico consumidor dos produtos de beleza no Brasil é jovem e do sexo feminino: em 2013, as brasileiras se maquiaram 24 bilhões de vezes, o que representa 85% do total de vezes em que algum tipo de maquiagem foi usado. Vale ressaltar que as mulheres na faixa etária de 16 a 34 anos são responsáveis por 40% do consumo de maquiagem.

"As jovens mulheres desejam passar uma imagem profissional no local de trabalho e mostram-se cada vez mais dispostas a experimentar novidades em ocasiões especiais. Elas acompanham de perto a moda e mudam de aparência com frequência, sempre seguindo as últimas tendências", ressalta Kirsty Nolan, analista da Canadean.

Vendas diretas

A venda direta de produtos, sem necessidade de loja, é um sistema extremamente popular para a distribuição de artigos de maquiagem no Brasil. Fora o aspecto comercial, a venda direta é um momento agradável para as consumidoras, que folheiam sem pressa o catálogo e estabelecem uma relação amical com a representante local da marca.

O mercado brasileiro é dominado por empresas de venda a distância, como Avon e Natura. Além de oferecer às consumidoras produtos com bom preço e entregá-los em casa, essas marcas têm um melhor controle das margens de lucro.

"As marcas internacionais de maquiagem precisam adotar alguns desses princípios se quiserem conquistar o mercado brasileiro. Os produtos devem ser facilmente encontrados e ter um preço acessível para as jovens consumidoras. A chave do sucesso é dispor de canais de distribuição eficazes, com base em acordos firmados com empresas de venda direta bem estabelecidas no mercado, ou com lojas ou salões de bairro", conclui Kirsty Nolan.

É nesse contexto que será realizada, em 03 e 04 de dezembro de 2014, a primeira edição de MakeUp in São Paulo, que reunirá pela primeira vez no Brasil fornecedores e subcontratados na indústria de maquiagem (embalagens, fórmulas, serviço integral).

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