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Edição: Brasil
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Ambiente

Desafios e oportunidades para os cosméticos sustentáveis no Brasil

Muito já foi falado sobre a afinidade entre as brasileiras e os produtos de beleza. O terceiro maior mercado de cosméticos do mundo é também o lar das mulheres mais vaidosas e um importante centro de tendências para a indústria global. No entanto, o alto grau de consciência ecológica do consumidor brasileiro e a forma como ele avalia iniciativas em prol da sustentabilidade ainda não foram devidamente promovidos ou explorados por fabricantes de cosméticos nacionais e internacionais.

Linha Amazônia Preciosa da Surya Brasil

Linha Amazônia Preciosa da Surya Brasil

Uma pesquisa realizada pela GfK revelou que mais da metade dos brasileiros considera o impacto ambiental dos cosméticos em suas cestas de compras – o maior percentual registrado entre os países analisados. Ao promover um consumo mais sustentável, os consumidores também se tornaram mais exigentes e rigorosos em seu processo de compra. Um estudo do Instituto Akatu destaca os cinco principais aspectos que os consumidores brasileiros consideram ao escolher um produto: "não testado em animais" (52%), "socialmente responsável" (46%), "comprometido com a preservação do meio ambiente" (46%), "fabricado com baixo consumo de energia" (44%) e "certificado para condições dignas de trabalho" (43%).

A beleza tem uma forte associação com o conceito “verde” no Brasil, mas será que a indústria dá conta do recado? Se depender das gigantes Natura e O Boticário, não há dúvida. Líder em cosméticos na América Latina, a Natura é a única empresa de grande porte a neutralizar suas emissões de carbono. Em 2013, a companhia foi eleita a segunda mais sustentável do planeta pelo grupo de pesquisas canadense Corporate Knights, que analisou suas diversas iniciativas sustentáveis. O compromisso com ações de responsabilidade social empresarial e desenvolvimento sustentável também é prioridade para O Boticário. Nos últimos 24 anos, a Fundação Grupo Boticário apoiou mais de 1.400 iniciativas de 480 instituições, além de proteger 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, dois dos biomas mais ameaçados do país.

Mas o “fator verde” não é privilégio exclusivo das gigantes. Fundada em 1995, a Surya Brasil ganhou vários prêmios por suas práticas, produtos e embalagens sustentáveis. Desde o lançamento de sua primeira linha de coloração capilar com ingredientes orgânicos até sua mais recente coleção de protetores labiais veganos, fabricados a partir de cera de candelila, a Surya Brasil vem garantindo seu lugar entre as empresas de cosméticos mais éticas do país. Seu programa de responsabilidade social, o Surya Solidária, desenvolve e apoia projetos de preservação ambiental, direitos dos animais e assistência social.

A equipe do Organic Monitor no Sustainable Cosmetics Summit (...)

A equipe do Organic Monitor no Sustainable Cosmetics Summit 2014

Os principais desafios e oportunidades envolvidos na adoção de estratégias verdes para crescer no mercado brasileiro foram abordados na terceira edição latino-americana do Sustainable Cosmetics Summit, realizado de 10 a 12 setembro, em São Paulo. Organizado pelo Organic Monitor, o evento reuniu as principais empresas e organizações do setor para compartilhar suas experiências e discutir os últimos avanços em ingredientes verdes, marketing e distribuição de produtos. A conferência avaliou a importância da adoção de métricas de sustentabilidade para indústria de cosméticos, ofereceu insights sobre como os varejistas estão selecionando e comercializando seus produtos verdes e explorou alternativas utilizadas pelos fabricantes de cosméticos para reduzir sua pegada ambiental através da utilização de matérias-primas sustentáveis.

"A sustentabilidade vai muito além de ingredientes naturais e orgânicos em formulações cosméticas. Ela engloba a transparência nas cadeias de fornecimento, produção e distribuição, além dos aspectos sociais", afirma Tina Gill, gerente de marketing do Organic Monitor. "As embalagens também são um componente importante, com as empresas focando no eco-design, no uso de materiais sustentáveis e no controle do fluxo de resíduos”.

Segundo Gill, a indústria de matérias-primas verdes está em constante evolução, com o lançamento de ingredientes com desempenho semelhante aos sintéticos. “Estamos observando o surgimento de novos conservantes, emulsionantes, emolientes e surfactantes nos últimos anos, o que facilita o desenvolvimento de formulações verdes que possam substituir os materiais sintéticos”. Ela acredita que o principal desafio para a comercialização de cosméticos naturais e orgânicos é diferenciar esses produtos de propagandas enganosas. "São tantas marcas promovendo seus cosméticos com base no uso de ingredientes naturais que os consumidores têm dificuldade em diferenciar os produtos verdadeiramente naturais dos convencionais, que possuem apenas uma porcentagem de ingredientes naturais em suas formulações”, afirma Gill.

O Sustainable Cosmetics Summit realizará uma edição para a região Ásia-Pacífico (de 10 a 11 de novembro, em Hong Kong) e outra para a Europa (de 24 a 26 de novembro, em Paris). Os eventos são uma ótima oportunidade para empresas brasileiras interessadas em entrar ou expandir sua presença nesses mercados com foco em iniciativas verdes.

Fernanda Bonifacio

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