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Edição: Brasil
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Lucy Cornford

Cosméticos sem glúten crescem e aparecem

Com a crescente conscientização sobre distúrbios causados pela ingestão de glúten, em particular doenças celíacas, muitas pessoas que desejam eliminar o glúten da alimentação têm buscado adotar uma abordagem mais holística. Concretamente, não é só nos setores de alimentação e bebidas que as marcas estão oferecendo mais opções ao consumidor: os cosméticos que se posicionam na categoria sem glúten também estão em alta.

Embora muitos produtos de beleza sejam naturalmente fabricados sem glúten, em 2013 apenas 1% dos lançamentos do setor realçaram essa característica na embalagem. Entretanto, em comparação com o ano anterior, 2013 registrou um aumento de 22% no número de produtos que destacam o fato de não conterem glúten. Isso mostra que a crescente conscientização do consumidor em relação aos efeitos dessa substância no corpo vem incentivando as marcas de cosméticos a valorizar esse aspecto na promoção de seus produtos.

No ranking de lançamentos de produtos sem glúten, os campeões são os cuidados para pele, cosméticos cores (maquiagem, esmalte) e produtos para cabelos, com 41%, 39% e 15%, respectivamente, do total de artigos sem glúten lançados pelo setor de cosméticos em 2013. Apenas 3% de produtos para banho e higiene e 2% dos produtos para barba e depilação ressaltam a ausência de glúten entre os ingredientes.

Um estudo realizado pela Universidade de Nottingham e financiado por duas associações de pacientes, Coeliac UK e CORE, revelou que o número de casos de gastroparesia diagnosticados como doença celíaca aumentou de 5,2/100.000 em 1990 para 19,1/100.000 em 2011. Segundo a Coeliac UK, a porcentagem de doentes ainda não diagnosticados pode chegar a 75%. Entretanto, muitos progressos têm sido feitos para facilitar o diagnóstico, o que provavelmente aumentará o número de pessoas em busca de produtos sem glúten.

O time dos sem glúten

Antigamente, a informação "sem glúten" na embalagem era um argumento de venda só visto em produtos do setor de alimentos e bebidas. Porém, diante do número crescente de pacientes com doença celíaca, esse tipo de indicação vem se espalhando para outras áreas. Embora a doença celíaca seja predominantemente de natureza gastrointestinal, outros sintomas podem surgir, como dores de cabeça, cansaço, anemia e até queda de cabelo. A doença pode também se manifestar na forma de dermatite herpetiforme, doença que provoca erupções na pele e, em alguns casos, o aparecimento de bolhas. Para afastar todos esses possíveis riscos à saúde, muitas pessoas têm procurado eliminar o glúten dos produtos que consomem.

O relatório Meat-free and Free-from Foods UK 2013, elaborado pela Mintel, ressalta que um de cada cinco consumidores comprou ou comeu alimentos sem glúten no primeiro semestre de 2013. Uma coisa é certa: hoje, mais do que nunca, o consumidor pode ter a garantia de que os produtos que entram em contato com seu corpo são veganos, sem OGMs e – com frequência cada vez maior – sem glúten.

O argumento do sucesso

O potencial para capitalizar sobre a ausência de glúten nos produtos de beleza não deve ser subestimado. Sabendo-se que 75% dos casos de doença celíaca nunca foram diagnosticados, os consumidores estão em busca de produtos que indiquem a ausência de glúten no rótulo e os ajudem a adotar um estilo de vida que contemple a saúde de forma holística.

As pessoas precisam dispor de ferramentas que as ajudem a fazer as escolhas certas. Uma possibilidade é tornar mais fáceis os testes de alergia para a população, de maneira que cada indivíduo possa identificar quais ingredientes, aditivos ou até produtos ele precisa evitar para preservar sua saúde. Nesse sentido, os consumidores devem ser claramente informados sobre o eventual teor de glúten de certos produtos de beleza ou higiene passíveis de ingestão acidental, em particular cosméticos para os lábios ou produtos de higiene bucal.

Sobre Lucy Cornford

Lucy Cornford, responsável pelo setor de pesquisas em Beauty Care, Household and Lifestyles na Mintel, conquistou ampla expertise em mercados e tendências globais no setor de cosméticos, tanto no segmento de produtos populares como de marcas de prestígio. Ela atua desde 2001 como analista, consultora e editora para o Global New Products Data (GNPD) da Mintel.

Site da agência:
http://brasil.mintel.com/

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