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Edição: Brasil
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Mercados e tendências

Tendência: o diálogo entre moda e maquiagem na França

Por ocasião da primeira edição do salão MakeUp in São Paulo, Hélène Capgras, diretora da empresa de consultoria e planejamento criativo Brain for Beauty, investigou as principais fontes de inspiração da cosmética francesa, em particular a moda e sua influência na construção das mais renomadas marcas de maquiagem. Permeando esse trabalho, uma questão: que elementos podem contribuir para inspirar as marcas brasileiras de cosméticos?

Hélène Capgras

Hélène Capgras

"Historicamente, o universo da maquiagem é impregnado de uma certa autoridade e energia proveniente do setor de alta costura, que atuou como força motriz da inovação", explica Hélène Capgras para lançar o debate.

Desfiles e tendências make-up

Nos idos da década de 1980, a Dior começou a buscar, em suas criações de alta costura, a inspiração para definir as cores e tonalidades que realçariam a beleza dos modelos em cada temporada. Mas só nos anos 1990 e 2000, com John Galliano, surgiu uma real sinergia entre as passarelas e a maquiagem. A influência da África evidenciou-se, por exemplo, nas cores que Galliano levou para as passarelas. O batom Diorific apresentou, em seu lançamento, uma tonalidade castanha inédita.

Em seguida, foi a vez da Chanel, que criou o conceito de "produto estrela". Na época, a moda gravitava em torno de it products indispensáveis e, nessa dinâmica, a maquiagem foi buscar inspiração.

O universo das marcas

No entanto, buscar inspiração na moda significa também inovar, tanto na embalagem como no conteúdo – o que conduziu a uma transposição de símbolos específicos às Maisons de alta costura: os laços de Yves Saint-Laurent, a bolsa Dior e outros ícones da moda passaram a estrelar as embalagens de produtos de maquiagem. A Chanel também traduziu sua linguagem da moda para produtos que falam o idioma das cores: o sopro de inspiração do famoso blanc de Chanel tem origem na camélia e na pérola; o bege, que nas roupas é a cor do encantamento, se expressa plenamente na recente tendência nude.

Interpretar a feminilidade

Pensando bem, é a imagem da mulher, interpretada por cada Maison de alta costura, que se reflete no universo da maquiagem. Para ilustrar a diversidade do feminino que povoa o imaginário da marca, a Dior escolheu como embaixadoras Nathalie Portman, ícone do batom Rouge Dior e personalização da juventude, e Charlize Theron, loura hollywoodiana das campanhas J’Adore. Para a Maison YSL, por outro lado, a mulher é forte e veste smoking – ideia também presente na embalagem do corretivo Touche Éclat, teatralizado como uma arma poderosa.

Novos protagonistas

Hoje, os produtos de beleza e maquiagem das grandes Maisons francesas de alta costura têm suas próprias lojas nas principais avenidas que concentram o luxo parisiense, como a rue Cambon e a avenue Montaigne. Porém, o mundo do prêt-à-porter e os criadores de acessórios também têm conquistado espaço na esfera da beleza. Por exemplo, Christian Louboutin, marca de sapatos de luxo, criou em 2010 uma linha de esmaltes para unhas, enquanto a Etam, fabricante de lingerie, lançou sua própria linha de produtos cosméticos.

Tendência ao colorido, canais de comercialização, design e redes sociais mostram o quanto as conexões entre moda e maquiagem têm se intensificado. Em sua maioria, as marcas, quer descendam ou não da alta costura, cultivam essa dinâmica para se construir.

Para Hélène Capgras, o modelo francês pode ser rico em ensinamentos e constituir uma abordagem prospectiva interessante para o Brasil, país onde a identidade fashion já conquistou um lugar ao sol.

Kristel Milet (Tradução: Maria Marques)

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