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Edição: Brasil
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Empresas e indústria

Depois de conquistar o mercado árabe, Goz Cosméticos quer crescer nos EUA e prevê que exportações cheguem a 30% da receita

Com faturamento em torno dos R$ 3 milhões, a companhia brasileira “já nasceu com espírito exportador”, segundo o diretor Leandro Tavitian.

Leandro Tavitian, CEO da Goz Cosméticos

Leandro Tavitian, CEO da Goz Cosméticos

Ser uma pequena empresa no Brasil não é impedimento para conquistar mercados internacionais, mas pode ser um grande desafio. De acordo com o Sebrae, das cerca de 19 mil companhias brasileiras que exportaram em 2014, apenas 5% eram de pequeno ou médio porte, número bastante tímido se levarmos em conta que mais de 90% das empresas do país são pequenas ou médias.

Uma parte expressiva das que se arriscam a exportar não consegue seguir adiante: 42,5% dos pequenos empreendimentos brasileiros que venderam seus produtos para outros países em 2013 não voltaram a fazê-lo em 2014, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX). A burocracia para se adequar à legislação em outras partes do mundo e os custos para se inserir em mercados estrangeiros são algumas das barreiras para o avanço das exportações das pequenas empresas.

Mas há exceções à regra e um bom exemplo é a Goz Cosméticos, cujo faturamento anual gira em torno dos R$ 3 milhões – para efeito comparativo, o setor lucrou R$ 101,7 bilhões no Brasil em 2014. A empresa, que foi inaugurada em 2002 na cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo, abriu sua própria fábrica há apenas três anos, mas já exporta seus produtos de coloração e tratamento para os cabelos para os mercados árabe e norte-americano.

A empresa já nasceu com espírito exportador. Nossa primeira linha de produtos, o Vitafio, já tinha em sua embalagem instruções em inglês. Com o amadurecimento do negócio, identificamos que era preciso muito mais que uma embalagem traduzida para lidarmos, de fato, com a exportação”, afirma o CEO Leandro Tavitian.

A Goz Cosméticos aderiu ao programa de incentivo à exportação da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), participando de sua primeira feira internacional, a Beautyworld Middle East, nos EAU.

O resultado não poderia ser mais animador. A empresa não só passou a exportar para o mercado árabe, como também instalou uma unidade em Dubai, em 2013, que reúne centro de treinamento, depósito e equipe comercial. “Foi uma grande oportunidade e tivemos uma boa aceitação no país. Nossos produtos se posicionaram no mercado ‘A’ e estão disponíveis em locais como o salão de beleza do Four Seasons, hotel cinco estrelas em Dubai”, diz Tavitian.

A experiência bem-sucedida incentivou a busca por novos horizontes e, assim, a Goz Cosméticos chegou aos EUA no ano passado, abrindo escritório e centro de distribuição em Boca Raton, na Flórida. “Queremos aprender com o maior e mais exigente mercado do mundo. Presentes nos EUA, estaremos antenados com as tendências e novidades mundiais, melhorando nossa operação no Brasil e em outros mercados em potencial”, conta o diretor.

Mais do que regulamentar os cosméticos de acordo com os padrões exigidos em cada país, para Tavitian, o maior desafio é adequá-los às culturas específicas dos locais para onde eles serão exportados. “O mercado asiático, que estamos estudando agora, não é o lugar ideal para comercializar produtos para escova progressiva, que ainda estão muito em alta no Brasil”.

A Goz Cosméticos planeja expandir sua rede de distribuidores nos principais estados norte-americanos em 2016 e espera que 30% de sua receita total no ano seja proveniente das exportações.

Renata Martins

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