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Edição: Brasil
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Ambiente

De olho no mercado vegano, multimarcas Neo Kosmos comercializa apenas cosméticos não testados em animais

Não há dados precisos sobre o número de veganos no Brasil. O último levantamento feito pelo Ibope, em 2012, apontou que 15 milhões de pessoas se declaram vegetarianas no país. Os veganos são uma parcela delas. O movimento vegan, que teve início nos anos 1940, na Inglaterra, defende a não-exploração dos animais. Por isso, além de retirar todo tipo de carne do cardápio, ele também abole o consumo de produtos fabricados com insumo animal – tudo o que leva leite, ovos, mel, couro, lã ou seda – ou testados em animais.

Tantas restrições criaram um nicho de mercado, que vai muito além dos setores alimentício e têxtil. A indústria de higiene pessoal e cosméticos também vem investindo neste segmento.

Selo cruelty-free da Surya Brasil

Selo cruelty-free da Surya Brasil

Fundada há 20 anos, a Surya Brasil adotou a filosofia vegan em 2009, produzindo xampus, condicionadores, sabonetes, esfoliantes, colorantes capilares e gel pós-barba 100% orgânicos e não testados em animais. A empresa, que tem sede em São Paulo e está presente em mais de 30 países, é a única brasileira a ostentar o selo vegan atribuído pela ONG norte-americana Vegan Action. No mundo, apenas 100 empreendimentos têm esta certificação.

Já a paranaense Feito Brasil, presente há 10 anos no mercado, não só se especializou em cosméticos veganos, como garante que tudo o que fabrica é confeccionado de forma artesanal e sustentável. Seus artigos para o corpo, rosto, cabelos e perfumes são inspirados na cultura e nas paisagens brasileiras e distribuídos em embalagens de materiais recicláveis ou reciclados.

Mesmo com a crescente oferta de produtos de beleza veganos, fazer compras ainda não é tarefa fácil para os que protegem os direitos dos animais. É preciso pesquisar rótulos e garimpar informações em sites e blogs especializados antes de entrar em uma loja. Exceção para a Neo Kosmos – Produtos do Bem, recém-inaugurada em São Paulo.

Neste varejo multimarcas de cosméticos e artigos de higiene pessoal só entram produtos “livres de crueldade”, que não passaram por testes em animais. “A ideia de abrir a loja veio depois de assistir a alguns vídeos que mostravam a realização de testes e muitas das barbáries a que os animais são submetidos. Deixei de utilizar marcas que fazem esses testes, mas percebi a dificuldade de encontrar produtos cruelty-free no mercado”, explica Stephanie Economides, proprietária da Neo Kosmos.

Stephanie Economides, proprietária da Neo Kosmos

Stephanie Economides, proprietária da Neo Kosmos

Nas prateleiras, estão maquiagens, esmaltes, cremes hidratantes, protetores solares, talcos, desodorantes, absorventes íntimos, artigos de higiene bucal e itens para o público infantil, entre outros. “Atualmente trabalhamos com quase 30 marcas selecionadas a partir da lista divulgada pelo PEA – Projeto Esperança Animal, uma entidade ambiental qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Ministério da Justiça do Brasil. Para constar em sua lista, as empresas são submetidas a um processo rigoroso de comprovação de não-realização dos testes em animais”, afirma Economides.

A maioria dos produtos comercializados pela Neo Kosmos é vegana. Mas para facilitar a busca pelo consumidor, todos os que são levam um selo verde de identificação. “Muitos veganos vêm até nós à procura desse tipo de produto. Hoje, a porcentagem maior dos nossos clientes é desse público específico”, diz ela.

A loja já oferece suplementos alimentares para atletas e deve acrescentar itens de limpeza em seu portfólio em breve. “Primeiramente, pretendemos expandir a gama de produtos, nosso e-commerce irá ao ar até o final do ano e novas unidades da Neo Kosmos fazem parte de planos futuros”, garante Stephanie Economides.

Renata Martins

Portfólio

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